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Ficha Técnica da Série ELS611-G - Fotocoplador Lógico de Alta Velocidade 10MBit/s em SDIP de 6 Pinos

Ficha técnica da série ELS611-G, um fotocoplador lógico de alta velocidade 10MBit/s em SDIP de 6 pinos, com isolamento de 5000Vrms, livre de halogéneos e conforme RoHS.
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1. Visão Geral do Produto

A série ELS611-G representa uma família de fotocopladores (isoladores óticos) de saída lógica e alta velocidade, concebidos para isolamento de sinais digitais. Estes dispositivos integram um díodo emissor de infravermelhos acoplado opticamente a um fotodetector integrado de alta velocidade com uma saída de porta lógica armazenável. Alojados num compacto pacote SDIP (Small Dual In-line Package) de 6 pinos, foram projetados para substituir transformadores de impulso e fornecer uma robusta eliminação de loops de terra em ambientes elétricos ruidosos.

A função principal é fornecer isolamento elétrico entre os circuitos de entrada e saída, impedindo a propagação de loops de terra, picos de tensão e ruído. A saída de porta lógica garante uma transmissão limpa do sinal digital, tornando-a adequada para interface entre diferentes famílias lógicas ou domínios de tensão.

1.1 Vantagens Principais e Mercado-Alvo

As principais vantagens da série ELS611-G incluem a sua capacidade de alta velocidade até 10MBit/s, que suporta protocolos de comunicação digital rápidos. Oferece uma alta tensão de isolamento de 5000Vrms, fornecendo excelente proteção para circuitos sensíveis. Os dispositivos estão em conformidade com os requisitos de isenção de halogéneos (Br <900ppm, Cl <900ppm, Br+Cl <1500ppm), são isentos de chumbo e cumprem as diretivas RoHS e REACH da UE. Possuem aprovações das principais agências de segurança internacionais, incluindo UL, cUL, VDE, NEMKO, FIMKO, SEMKO, DEMKO e CQC, facilitando a sua utilização nos mercados globais.

As aplicações-alvo são principalmente na automação industrial, sistemas de alimentação (ex.: fontes de alimentação comutadas para isolamento de realimentação), interfaces de periféricos de computador, sistemas de transmissão de dados, multiplexagem de dados e qualquer cenário que exija um isolamento galvânico fiável e de alta velocidade para sinais digitais.

2. Análise Aprofundada dos Parâmetros Técnicos

As secções seguintes fornecem uma análise detalhada e objetiva dos principais parâmetros elétricos e de desempenho especificados na ficha técnica.

2.1 Valores Máximos Absolutos

Estes valores definem os limites de stress além dos quais pode ocorrer dano permanente no dispositivo. Não é recomendado operar o dispositivo continuamente nestes limites ou perto deles.

2.2 Características Elétricas

Estes são os parâmetros de desempenho garantidos sob condições de teste especificadas.

2.2.1 Características de Entrada (Lado do LED)

2.2.2 Características de Saída

2.3 Características de Comutação

Estes parâmetros definem o desempenho temporal do fotocoplador, crucial para transmissão de dados de alta velocidade. As condições de teste são VCC=5V, IF=7.5mA, CL=15pF, RL=350Ω salvo indicação em contrário.

3. Análise das Curvas de Desempenho

A ficha técnica referencia curvas eletro-óticas típicas. Embora os gráficos específicos não sejam detalhados no texto fornecido, eles normalmente incluem o seguinte, que é essencial para o projeto:

Os projetistas devem consultar os gráficos completos da ficha técnica para compreender os limites de desempenho e as necessidades de derating para as suas condições específicas de aplicação.

4. Informações Mecânicas e de Pacote

4.1 Configuração e Função dos Pinos

O dispositivo utiliza um pacote SDIP de 6 pinos. A disposição dos pinos é a seguinte:

Nota Crítica de Projeto:Um condensador de desacoplamento de 0.1µF (ou maior) com boas características de alta frequência deve ser ligado entre os pinos 6 (VCC) e 4 (GND), colocado o mais próximo possível do pacote. Isto é essencial para uma operação estável e para alcançar o desempenho de comutação especificado.

4.2 Dimensões do Pacote e Layout da PCB

A ficha técnica fornece desenhos mecânicos detalhados para o pacote do tipo \"P\" (forma de terminais para montagem superficial). As dimensões-chave incluem o tamanho total do corpo do pacote, o espaçamento dos terminais e a altura de afastamento. Um layout recomendado para as pastilhas para montagem superficial também é fornecido para garantir uma soldadura fiável e resistência mecânica. Os projetistas devem aderir a estas diretrizes de layout para evitar o efeito \"tombstoning\" ou soldaduras deficientes.

5. Diretrizes de Soldadura e Montagem

O valor máximo absoluto para a temperatura de soldadura é de 260°C durante 10 segundos. Isto está alinhado com os perfis típicos de soldadura por refluxo sem chumbo. Devem ser observadas as seguintes precauções:

6. Embalagem e Informação de Encomenda

6.1 Regra de Numeração de Modelo

O número de peça segue o formato: ELS611X(Y)-VG

Exemplo: ELS611P(TA)-VG é um dispositivo de montagem superficial na fita e bobina TA, aprovado pela VDE e sem halogéneos.

6.2 Especificações de Embalagem

O dispositivo está disponível em embalagem de fita e bobina para montagem automatizada. Ambas as opções TA e TB contêm 1000 unidades por bobina. A ficha técnica inclui diagramas que especificam as dimensões da fita, o espaçamento dos bolsos e o tamanho da bobina.

6.3 Marcação do Dispositivo

O pacote está marcado com um código que indica a origem de fabrico, o número do dispositivo e o código de data. O formato inclui: Código de fábrica (\"T\" para Taiwan), \"EL\" para o fabricante, \"S611\" para o dispositivo, um código de ano de 1 dígito, um código de semana de 2 dígitos e o opcional \"V\" para VDE.

7. Sugestões de Aplicação e Considerações de Projeto

7.1 Circuitos de Aplicação Típicos

A aplicação principal é o isolamento de sinais digitais. Um circuito típico envolve:

  1. Lado de Entrada:Uma resistência limitadora de corrente em série com o LED (pinos 1 e 3) para definir a corrente direta IF. O valor é calculado com base na tensão de acionamento e na IFdesejada (tipicamente entre a corrente de limiar IFTe o valor máximo absoluto). Para operação de alta velocidade, é recomendado um acionador rápido.
  2. Lado de Saída: VCC(pino 6) é ligado à tensão de alimentação lógica desejada (até 7V). O pino 4 (GND) é ligado à massa do lado de saída. O pino de saída 5 é ligado à entrada lógica recetora. Uma resistência de pull-up externa para VCCpode ser necessária dependendo da estrutura de saída interna (o esquema da ficha técnica mostra um pull-down ativo, sugerindo uma saída totem-pole, mas o projeto deve verificar se é necessário pull-up).O condensador de desacoplamento crítico de 0.1µF entre VCCe GND é obrigatório.

7.2 Considerações de Projeto

8. Comparação e Diferenciação Técnica

Comparado com fotocopladores de saída transístor padrão, a porta lógica integrada do ELS611-G oferece várias vantagens-chave:

9. Perguntas Frequentes (Baseadas em Parâmetros Técnicos)

  1. P: Qual é a corrente de entrada mínima necessária para garantir que a saída comuta para baixo?

    R: O parâmetro IFT(Corrente de Limiar de Entrada) tem um valor máximo de 5mA sob as condições de teste (VCC=5.5V, VO=0.6V, IOL=13mA). Para garantir uma comutação fiável em todas as condições, o projeto deve usar um IFsuperior a este valor, tipicamente 7.5mA a 10mA como indicado nas características de comutação.
  2. P: Posso usar isto com uma alimentação lógica de 3.3V na saída?

    R: Sim, o dispositivo pode operar com VCCtão baixa quanto o mínimo necessário para a porta lógica interna funcionar (não explicitamente declarado, mas tipicamente ~2.7V a 3V para CMOS). Os níveis lógicos de saída serão relativos a este VCC. O VCCmáximo é 7.0V.
  3. P: Quão crítico é o condensador de desacoplamento de 0.1µF?

    R: É absolutamente crítico para uma operação estável e de alta velocidade. Fornece uma reserva local de carga para as correntes de comutação do estágio de saída, impedindo quedas na linha de alimentação e oscilações que podem causar mau funcionamento.
  4. P: O que significa \"saída armazenável\"?

    R: Provavelmente refere-se a uma função de latch ou flip-flop que pode manter o estado de saída. No entanto, a tabela verdade no PDF mostra uma função simples de inversor (Entrada H -> Saída L, Entrada L -> Saída H). O termo pode indicar que a saída pode manter o seu estado durante breves interrupções ou tem boa imunidade ao ruído. O esquema deve ser consultado para esclarecimento.

10. Exemplo de Aplicação Prática

Cenário: Isolar um Sinal UART num Controlador Industrial.

Um microcontrolador industrial comunica com um periférico via UART a 115200 baud. O periférico opera numa fonte de alimentação separada com um potencial de terra diferente, criando um risco de loops de terra.

Implementação:

São utilizados dois dispositivos ELS611-G, um para a linha TX (controlador para periférico) e outro para a linha RX (periférico para controlador). No isolador TX, o pino TX do microcontrolador aciona o LED através de uma resistência limitadora de corrente ajustada para IF=10mA. O pino de saída do isolador liga-se à entrada RX do periférico. O VCCdo isolador é fornecido pela linha de 5V ou 3.3V do periférico, com o condensador de desacoplamento obrigatório. O processo é espelhado para a linha RX. Esta configuração quebra a ligação de terra, impede o acoplamento de ruído e protege o microcontrolador de transientes de tensão no lado do periférico, mantendo a integridade dos dados seriais de alta velocidade.

11. Princípio de Funcionamento

Um fotocoplador opera com base no princípio do acoplamento ótico para alcançar isolamento elétrico. No ELS611-G:

  1. Um sinal elétrico aplicado ao lado de entrada faz com que o Díodo Emissor de Luz (LED) infravermelho emita luz proporcional à corrente.
  2. Esta luz atravessa uma barreira de isolamento transparente (tipicamente um composto de moldagem) dentro do pacote.
  3. No lado de saída, um fotodíodo ou fototransístor de silício deteta a luz e converte-a novamente numa corrente elétrica.
  4. Esta pequena fotocorrente é amplificada e processada por um circuito integrado de alta velocidade que inclui uma porta lógica (neste caso, provavelmente um inversor ou buffer). O CI fornece um sinal de saída digital limpo que replica o estado de entrada, mas está eletricamente isolado dele.
  5. A barreira de isolamento fornece alta rigidez dielétrica (5000Vrms), impedindo o fluxo de corrente e diferenças de tensão entre os dois lados.

12. Tendências Tecnológicas

A evolução dos fotocopladores como o ELS611-G é impulsionada por várias tendências-chave na eletrónica:

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.