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Ficha Técnica do Emissor Infravermelho LTE-4208 - Comprimento de Onda 940nm - Encapsulamento T-1 3/4 - Tensão Reversa 5V - Dissipação de Potência 100mW - Documento Técnico em Português

Ficha técnica completa para o díodo emissor de infravermelhos da série LTE-4208, 940nm. Inclui especificações máximas, características elétricas/óticas, sistema de binning, curvas de desempenho e diretrizes de aplicação.
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1. Visão Geral do Produto

A série LTE-4208 é um díodo emissor de infravermelhos de alta potência radiante, concebido para aplicações que exigem emissão IR fiável e eficiente. Operando num comprimento de onda de pico de 940nm, este dispositivo está alojado num encapsulamento padrão T-1 3/4 com uma lente transparente, tornando-o adequado para diversos sistemas de sensoriamento e deteção.

1.1 Características Principais e Mercado-Alvo

As principais vantagens do LTE-4208 incluem a sua elevada intensidade radiante, a lente transparente para emissão sem obstruções e a correspondência espectral com fototransístores correspondentes, como a série LTR-3208, o que é crucial para um desempenho otimizado do recetor. É um produto sem chumbo e em conformidade com a RoHS. As suas principais aplicações são em sistemas de deteção de fumo e em circuitos emissores de infravermelhos de uso geral, onde são necessários sinais IR pulsados e precisos.

2. Parâmetros Técnicos: Interpretação Objetiva e Aprofundada

2.1 Especificações Máximas Absolutas

Estas especificações definem os limites de stress além dos quais pode ocorrer dano permanente no dispositivo. Não se destinam a operação contínua.

2.2 Características Elétricas & Óticas

Estes são os parâmetros de desempenho típicos medidos a 25°C.

3. Explicação do Sistema de Binning

O LTE-4208 emprega um sistema de binning por intensidade radiante. Os componentes são testados e classificados em diferentes grupos de desempenho (BINs) com base na sua saída radiante medida a uma corrente de teste padrão de 20mA. Isto permite aos projetistas selecionar peças com uma saída ótica mínima garantida para a sua aplicação, assegurando consistência no desempenho do sistema, especialmente quando são usados múltiplos emissores. Os bins variam de A (saída mais baixa) a D4 (saída mais alta). Os projetistas devem especificar o código BIN necessário ao encomendar para garantir o nível de potência ótica.

4. Análise das Curvas de Desempenho

A ficha técnica fornece vários gráficos-chave para análise de projeto.

4.1 Distribuição Espectral (Fig.1)

Esta curva mostra a intensidade radiante relativa em função do comprimento de onda, centrada no pico de 940nm com a largura a meia altura definida de 50nm. Confirma que a emissão está dentro da banda IR pretendida.

4.2 Corrente Direta vs. Temperatura Ambiente (Fig.2)

Esta curva de derating mostra como a corrente direta contínua máxima permitida diminui à medida que a temperatura ambiente aumenta. A 85°C, a corrente máxima é significativamente mais baixa do que a 25°C, crucial para a gestão térmica no projeto.

4.3 Corrente Direta vs. Tensão Direta (Fig.3)

A curva característica I-V padrão de um díodo. Mostra a relação exponencial, com o VFtípico de 1,6V a 20mA marcado. Esta curva é essencial para projetar a resistência limitadora de corrente em série com o LED.

4.4 Intensidade Radiante Relativa vs. Temperatura Ambiente (Fig.4) & vs. Corrente Direta (Fig.5)

A Fig.4 ilustra a dependência da temperatura na saída ótica, mostrando tipicamente uma diminuição da eficiência com o aumento da temperatura. A Fig.5 mostra a relação sublinear entre a corrente de acionamento e a saída de luz; duplicar a corrente não duplica a saída, uma característica comum nos LEDs.

4.5 Diagrama de Radiação (Fig.6)

Um gráfico polar que representa visualmente o ângulo de visão de 20 graus. A intensidade está normalizada, mostrando a concentração do feixe.

5. Informação Mecânica e de Embalamento

O dispositivo utiliza um encapsulamento "through-hole" T-1 3/4 (5mm). O desenho de contorno especifica as dimensões-chave, incluindo o diâmetro dos terminais, o diâmetro da lente e a altura total. Notas críticas incluem: todas as dimensões em mm, uma tolerância de ±0,25mm, uma protuberância máxima da resina sob o flange de 1,0mm, e que o espaçamento dos terminais é medido no ponto de saída dos terminais do encapsulamento. A polaridade é tipicamente indicada por um terminal de ânodo mais longo ou por um ponto plano no flange do encapsulamento.

6. Diretrizes de Soldadura e Montagem

6.1 Armazenamento

Os componentes devem ser armazenados a <30°C e <70% de HR. Após abrir o saco sensível à humidade, devem ser usados dentro de 3 meses num ambiente controlado (<25°C, <60% de HR) para evitar a oxidação dos terminais, o que afeta a soldabilidade.

6.2 Limpeza

Apenas são recomendados solventes à base de álcool, como o álcool isopropílico (IPA).

6.3 Conformação dos Terminais

As dobras devem ser feitas a pelo menos 3mm da base da lente. A base não pode ser usada como fulcro. A conformação deve ser feita à temperatura ambiente e antes da soldadura.

6.4 Soldadura

São especificados dois métodos com limites rigorosos para evitar danos térmicos:
Soldadura dos Terminais:Máx. 350°C durante 3 segundos, com o ponto de soldadura a não menos de 1,6mm da base da lente.
Soldadura por Onda:Pré-aquecer a máx. 100°C durante 60s, onda de solda a máx. 260°C durante 5s, com o ponto de imersão a não menos de 1,6mm da base.
Aviso Crítico:A lente NUNCA deve ser imersa na solda. O reflow por IR NÃO é adequado para este encapsulamento "through-hole". Calor ou tempo excessivos podem deformar a lente ou destruir o LED.

7. Sugestões de Aplicação

7.1 Cenários de Aplicação Típicos

7.2 Considerações de Projeto e Método de Acionamento

Os LEDs são dispositivos acionados por corrente. Para garantir um brilho uniforme ao acionar múltiplos LEDs em paralelo, éobrigatóriousar uma resistência limitadora de corrente individual em série com cada LED (Modelo de Circuito A). Não é recomendado usar uma única resistência para um conjunto em paralelo (Modelo de Circuito B) devido às variações na tensão direta (VF) de LEDs individuais, o que leva a uma distribuição de corrente desigual e, consequentemente, a um brilho desigual. O valor da resistência é calculado usando R = (Vfonte- VF) / IF.

7.3 Proteção contra ESD (Descarga Eletrostática)

Os LEDs infravermelhos são sensíveis à ESD. Precauções obrigatórias incluem: usar pulseiras e bancadas de trabalho aterradas, empregar ionizadores para neutralizar a estática nas lentes de plástico e garantir que todo o pessoal que manuseia os dispositivos seja treinado em ESD. Uma lista de verificação detalhada para áreas seguras contra estática é fornecida na ficha técnica.

8. Comparação e Diferenciação Técnica

Os principais diferenciadores do LTE-4208 são a sua elevada capacidade de corrente pulsada (3A), que permite uma potência radiante instantânea muito alta para operação pulsada de longo alcance ou imune a ruído, e o seu emparelhamento específico com a série de fototransístores LTR-3208. O estreito ângulo de visão de 20 graus proporciona maior intensidade no eixo em comparação com emissores de ângulo mais amplo, tornando-o mais adequado para aplicações de feixe direcionado. A estrutura clara de binning permite um desempenho ótico previsível.

9. Perguntas Frequentes Baseadas em Parâmetros Técnicos

P: Posso acionar este LED diretamente a partir de um pino de um microcontrolador de 5V?
R: Não. Deve usar uma resistência limitadora de corrente em série. Por exemplo, com uma fonte de 5V, um VFde 1,6V e um IFdesejado de 20mA, a resistência seria (5V - 1,6V) / 0,02A = 170 Ohms (use uma resistência padrão de 180 Ohm).

P: Qual é o propósito do código BIN?
R: Garante uma intensidade radiante mínima. Para uma aplicação crítica como um detetor de fumo, onde a força do sinal é vital, especificar um BIN mais alto (ex., D2) garante um feixe IR mais forte em comparação com um BIN mais baixo (ex., A).

P: Por que é o ângulo de visão tão estreito?
R: Um feixe estreito concentra a potência ótica num ângulo sólido menor, aumentando a intensidade ao longo do eixo central. Isto melhora a relação sinal-ruído em aplicações de sensoriamento direcionado e permite distâncias de sensoriamento mais longas.

P: Posso usar isto para operação de onda contínua (CW) na sua corrente de pico?
R: Não. A especificação de 3A é apenas para operação pulsada (pulsos de 10µs). A corrente contínua máxima é de 50mA. Exceder a especificação contínua irá sobreaquecer e danificar o dispositivo.

10. Caso Prático de Projeto e Utilização

Caso: Projetar um Contador de Objetos do Tipo Fenda.
Um emissor IR LTE-4208 é colocado num lado de uma fenda, e um fototransístor LTR-3208 é colocado diretamente em frente. Quando não há nenhum objeto na fenda, o feixe IR atinge o recetor, gerando um sinal alto. Quando um objeto passa, interrompe o feixe, fazendo com que o sinal do recetor caia. A elevada capacidade de corrente pulsada do LTE-4208 permite ao projetista pulsar o LED a uma corrente alta (ex., 1A) durante durações muito curtas. Isto cria um flash muito brilhante que pode superar o ruído IR ambiente, aumentando a fiabilidade do sistema. O projetista seleciona LEDs BIN C para garantir força de feixe suficiente através do vão. São usadas resistências individuais de 10 Ohm em série com cada LED numa matriz de múltiplos sensores para garantir corrente consistente. A montagem segue as diretrizes de soldadura para evitar danos térmicos durante a colocação na PCB.

11. Introdução ao Princípio

Um Díodo Emissor de Infravermelhos (IRED) é um díodo de junção p-n semicondutor que emite luz infravermelha incoerente quando polarizado diretamente. Os eletrões recombinam-se com lacunas dentro do dispositivo, libertando energia sob a forma de fotões. O comprimento de onda destes fotões é determinado pela energia da banda proibida do material semicondutor utilizado (ex., variantes de Arsenieto de Gálio para 940nm). O encapsulamento T-1 3/4 aloja o chip semicondutor, fornece proteção mecânica e incorpora uma lente de epóxi que molda o feixe de luz emitido (neste caso, para um padrão de 20 graus).

12. Tendências de Desenvolvimento

O campo dos emissores de infravermelhos continua a evoluir no sentido de maior eficiência (mais potência radiante por watt elétrico), maior velocidade para aplicações de comunicação de dados e maior integração. As tendências incluem o desenvolvimento de encapsulamentos de dispositivo de montagem em superfície (SMD) para montagem automatizada, matrizes de múltiplos chips para maior potência de saída e dispositivos com larguras espectrais ainda mais estreitas para aplicações específicas de sensoriamento de gases. Há também uma tendência para tensões de operação mais baixas para serem compatíveis com os circuitos digitais modernos de baixa tensão. O princípio fundamental da eletroluminescência numa junção semicondutora permanece constante, mas a ciência dos materiais e a tecnologia de encapsulamento são os principais impulsionadores do avanço.

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.