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Ficha Técnica do Fototransístor Infravermelho LTR-C950-TB - Lente Preta Vista Superior - 940nm - Documento Técnico em Português

Ficha técnica completa do fototransístor infravermelho LTR-C950-TB, incluindo especificações, classificações, características, códigos de bin e diretrizes de aplicação.
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1. Visão Geral do Produto

Este documento detalha as especificações de um componente discreto de fototransístor infravermelho. O dispositivo foi projetado para detecção de luz infravermelha, tipicamente num comprimento de onda de 940nm. Apresenta um encapsulamento de vista superior com uma lente preta em forma de cúpula, que ajuda a definir o ângulo de visão e potencialmente reduzir interferências da luz visível ambiente. O componente é fornecido em fita e bobina, tornando-o compatível com processos de montagem em superfície automatizados de alto volume. Está em conformidade com os padrões ambientais relevantes.

1.1 Características

1.2 Aplicações

2. Dimensões do Componente

O dispositivo está em conformidade com um contorno de encapsulamento padrão. Todas as dimensões críticas são fornecidas nos diagramas da ficha técnica em milímetros, com uma tolerância padrão de ±0,1mm, salvo indicação em contrário. O encapsulamento foi projetado para montagem confiável em PCB.

3. Especificações Máximas Absolutas

Estas especificações definem os limites além dos quais pode ocorrer dano permanente ao dispositivo. Todos os valores são especificados a uma temperatura ambiente (TA) de 25°C.

É incluído um perfil de temperatura de refluxo sugerido para processos sem chumbo, enfatizando os parâmetros de pré-aquecimento, temperatura de pico e tempo acima do líquido para garantir juntas de solda confiáveis sem dano térmico.

4. Características Elétricas e Ópticas

Estes parâmetros definem o desempenho do dispositivo sob condições de teste especificadas a TA=25°C. São cruciais para o projeto do circuito.

5. Sistema de Código de Bin

Os dispositivos são classificados em bins de desempenho com base na sua Corrente do Coletor em Estado Ligado (IC(ON)) para garantir consistência na aplicação. A tolerância para a corrente dentro de cada bin é de ±15%.

6. Curvas de Desempenho Típicas

A ficha técnica fornece vários gráficos que ilustram o comportamento do dispositivo sob várias condições. Estes são essenciais para entender o desempenho além das especificações de ponto único.

7. Layout dos Terminais de Solda e Informações da Embalagem

São fornecidas as dimensões recomendadas do padrão de terminais (pads de solda) na PCB para garantir soldagem adequada e estabilidade mecânica. É sugerida uma espessura de estêncil de 0,1mm ou 0,12mm para aplicação da pasta de solda. Dimensões detalhadas para a embalagem em fita e bobina também estão incluídas, especificando espaçamento dos bolsos, diâmetro da bobina e tamanho do núcleo para facilitar o manuseio automatizado.

8. Diretrizes de Manuseio, Armazenamento e Montagem

8.1 Condições de Armazenamento

Para sacos não abertos, à prova de umidade com dessecante, armazenar a ≤ 30°C e ≤ 90% UR, com um período de uso recomendado de um ano. Para dispositivos removidos da embalagem original, o ambiente não deve exceder 30°C / 60% UR. Se armazenados fora do saco original por mais de uma semana, recomenda-se um processo de "bake-out" a 60°C por 20 horas antes da soldagem para remover a umidade e prevenir o "efeito pipoca" durante o refluxo.

8.2 Limpeza

Se a limpeza for necessária, use solventes à base de álcool, como álcool isopropílico.

8.3 Recomendações de Soldagem

Parâmetros detalhados para soldagem por refluxo e manual são fornecidos:

As diretrizes fazem referência aos padrões JEDEC e enfatizam a necessidade de caracterizar o processo para projetos de PCB específicos.

8.4 Considerações sobre o Circuito de Acionamento

O fototransístor é um dispositivo de saída de corrente. Para aplicações envolvendo múltiplos sensores, é fortemente recomendado usar resistores limitadores de corrente individuais em série com cada dispositivo (conforme mostrado no "Circuito A" da ficha técnica) para garantir resposta uniforme e evitar que uma única unidade "roube" a corrente. Conectar dispositivos diretamente em paralelo ("Circuito B") sem resistores individuais pode levar a desempenho desigual devido a variações nas características dos dispositivos.

9. Notas de Aplicação e Considerações de Projeto

9.1 Princípio de Funcionamento

Um fototransístor infravermelho opera convertendo luz infravermelha incidente numa corrente elétrica. Fótons com energia suficiente (correspondente ao comprimento de onda sensível do dispositivo, por volta de 940nm) são absorvidos na região da base do transistor, gerando pares elétron-lacuna. Esta corrente fotogerada atua como uma corrente de base, que é então amplificada pelo ganho do transistor, resultando numa corrente de coletor maior que é proporcional à intensidade da luz incidente. A lente preta em forma de cúpula ajuda a focar a luz incidente e define o campo de visão.

9.2 Cenários de Aplicação Típicos

O uso principal é em sistemas de recepção infravermelha. Isto inclui:

9.3 Lista de Verificação de Projeto

9.4 Desempenho vs. Temperatura

Os projetistas devem considerar os efeitos da temperatura. A Corrente de Escuridão do Coletor (ICEO) aumenta significativamente com a temperatura, o que pode elevar o piso de ruído em aplicações de baixa luminosidade. A própria fotocorrente também tem um coeficiente de temperatura. Para aplicações críticas numa ampla faixa de temperatura (-40°C a +85°C), é aconselhável testar ou simular nos extremos de temperatura.

10. Comparação Técnica e Orientação de Seleção

Ao selecionar um fotodetector infravermelho, os principais diferenciadores incluem:

11. Perguntas Frequentes (FAQ)

P: Qual é o propósito do Código de Bin?

R: O Código de Bin garante uma faixa previsível de sensibilidade (IC(ON)). Para um desempenho consistente na produção, especifique o bin necessário ao fazer o pedido.

P: Posso usar este sensor sob luz solar?

R: A luz solar direta contém uma quantidade massiva de radiação infravermelha e provavelmente saturará o sensor. Ele foi projetado para uso interno ou em ambientes controlados. Filtragem óptica ou operação pulsada com detecção síncrona podem ser necessárias para uso externo.

P: Por que o procedimento de armazenamento e "bake-out" é tão importante?

R: Os encapsulamentos de montagem em superfície podem absorver umidade do ar. Durante o processo de soldagem por refluxo em alta temperatura, essa umidade pode vaporizar rapidamente, causando delaminação interna ou trincas ("efeito pipoca"), o que destrói o componente. O armazenamento e "bake-out" adequados previnem isso.

P: Como calculo a tensão de saída?

R: O fototransístor atua como uma fonte de corrente. A tensão de saída no coletor é aproximadamente VCC - (IC * RL). Escolha RL e VCC com base na excursão de saída desejada e na IC esperada da fonte de luz.

12. Exemplo Prático de Projeto

Cenário:Projetando um receptor IR simples para um sinal de controle remoto modulado a 38kHz.

  1. Seleção de Componentes:Use este fototransístor (ex.: BIN B para sensibilidade média) e emparelhe-o com um filtro passa-banda de 38kHz ou um CI decodificador dedicado.
  2. Circuito de Polarização:Conecte o coletor a uma fonte de alimentação de 5V (VCC) através de um resistor de carga RL. O emissor conecta-se ao terra. Um valor de RL = 1kΩ é um ponto de partida comum, proporcionando um bom equilíbrio entre excursão de tensão de saída e velocidade.
  3. Condicionamento de Sinal:A tensão no coletor cairá quando a luz IR for detectada. Este sinal acoplado em AC é então alimentado num estágio de amplificador ou comparador para limpar a forma de onda digital. Um capacitor em paralelo com RL pode ajudar a filtrar ruído de alta frequência, mas irá desacelerar a resposta.
  4. Layout:Posicione o sensor na frente da PCB com uma abertura clara na carcaça. Mantenha-o afastado de fontes de ruído, como reguladores chaveados. Siga o layout de terminais de solda recomendado.

13. Tendências Tecnológicas

O campo dos componentes infravermelhos discretos continua a evoluir. As tendências incluem o desenvolvimento de fotodetectores com circuitos integrados de condicionamento de sinal num único encapsulamento, fornecendo saída digital e rejeição aprimorada de luz ambiente. Há também um impulso para dispositivos de maior velocidade para permitir transmissão de dados mais rápida para aplicações como associação de dados por infravermelho (IrDA) e sensoriamento de gestos. Além disso, melhorias na embalagem visam fornecer ângulos de visão mais estreitos e consistentes para aplicações de sensoriamento preciso, mantendo a compatibilidade com processos de montagem automatizados. O dispositivo descrito nesta ficha técnica representa uma solução madura e confiável para aplicações de alto volume e sensíveis ao custo, onde é necessária detecção infravermelha básica.

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.