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Ficha Técnica do Fototransistor LTR-1650D - Dimensões do Pacote 5.0x4.0x3.2mm - Tensão 30V - Potência 100mW - Pacote Transparente Escuro - Documento Técnico em Português

Ficha técnica completa do fototransistor LTR-1650D, com ampla faixa de corrente de coletor, lente de alta sensibilidade e características elétricas/ópticas detalhadas.
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1. Visão Geral do Produto

O LTR-1650D é um fototransistor NPN de silício projetado para aplicações de detecção no infravermelho. Ele é encapsulado em um pacote plástico transparente escuro de baixo custo, que permite a filtragem eficaz da luz visível enquanto transmite comprimentos de onda infravermelhos, principalmente em torno de 940nm. A lente integrada aumenta a sensibilidade do dispositivo ao focar a radiação infravermelha incidente na área ativa do transistor. Este componente é projetado para confiabilidade e desempenho em uma ampla faixa de temperatura de operação, sendo adequado para diversos sistemas de sensoriamento e controle.

2. Características Principais e Vantagens

3. Análise Aprofundada dos Parâmetros Técnicos

3.1 Valores Máximos Absolutos

Estes valores definem os limites de estresse além dos quais pode ocorrer dano permanente ao dispositivo. A operação sob estas condições não é garantida.

3.2 Características Elétricas e Ópticas (TA=25°C)

Os parâmetros a seguir são testados sob condições específicas e definem o desempenho do dispositivo.

3.3 Sistema de Classificação (Binning) da Corrente de Coletor em Condução (IC(ON))

O LTR-1650D é categorizado em diferentes bins com base na sua sensibilidade, definida pela Corrente de Coletor em Condução medida sob condições padronizadas (VCE= 5V, Ee= 1 mW/cm², λ = 940nm). Isto permite uma seleção precisa com base nos requisitos de ganho da aplicação.

Os projetistas devem consultar o código de bin específico ao fazer o pedido para garantir que o fototransistor atenda às necessidades de sensibilidade e corrente de saída do circuito.

4. Análise das Curvas de Desempenho

A ficha técnica fornece várias curvas características que ilustram como os parâmetros-chave variam com as condições ambientais e elétricas.

4.1 Corrente de Escuridão do Coletor vs. Temperatura Ambiente (Fig. 1)

Esta curva mostra que a corrente de escuro do coletor (ICEO) aumenta exponencialmente com o aumento da temperatura ambiente. Este é um comportamento fundamental dos semicondutores, onde os portadores de carga gerados termicamente se tornam mais prevalentes. Em aplicações de alta temperatura, esta corrente de fuga aumentada pode se tornar uma fonte significativa de ruído e deve ser considerada no projeto do limiar do amplificador de sensoriamento.

4.2 Dissipação de Potência do Coletor vs. Temperatura Ambiente (Fig. 2)

O gráfico descreve a derating da dissipação de potência máxima permitida à medida que a temperatura ambiente aumenta. A 25°C, o dispositivo pode suportar 100mW. Conforme a temperatura sobe, esta especificação diminui linearmente. Para operação confiável acima de 25°C, a potência real dissipada (VCE* IC) deve ser mantida abaixo da curva de derating. Isto é crucial para evitar a fuga térmica e garantir a confiabilidade a longo prazo.

4.3 Tempos de Subida e Descida vs. Resistência de Carga (Fig. 3)

Esta curva demonstra o compromisso entre velocidade de comutação e resistência de carga (RL). Os tempos de subida e descida aumentam com resistores de carga maiores. Isto ocorre porque um RLmaior cria uma constante de tempo RC maior com a capacitância de junção do fototransistor. Para aplicações que requerem detecção rápida de pulsos, deve-se usar um resistor de carga menor, embora ao custo de uma redução na excursão da tensão de saída.

4.4 Corrente Relativa do Coletor vs. Irradiância (Fig. 4)

Este gráfico mostra a relação entre a irradiância infravermelha incidente (Ee) e a corrente de coletor resultante. A resposta é geralmente linear em uma certa faixa, o que é ideal para aplicações de sensoriamento de luz analógico. A inclinação desta linha representa a responsividade do dispositivo. Compreender esta característica é fundamental para calibrar a saída do sensor para um nível específico de intensidade luminosa.

4.5 Diagrama de Sensibilidade (Fig. 5)

Este diagrama polar ilustra a dependência angular da sensibilidade do fototransistor. A sensibilidade é tipicamente mais alta quando a luz infravermelha incide perpendicularmente à lente (0°). Ela diminui à medida que o ângulo de incidência aumenta. Esta característica é vital para projetar o caminho óptico em uma aplicação, como garantir o alinhamento adequado em um interruptor do tipo fenda ou definir o campo de visão para um sensor de proximidade.

5. Informações Mecânicas e do Pacote

5.1 Dimensões do Pacote

O dispositivo utiliza um pacote radial com terminais padrão de 3mm (T-1). As dimensões principais incluem:

Nota:Todas as dimensões estão em milímetros com uma tolerância padrão de ±0,25mm, salvo especificação em contrário. Os projetistas devem consultar o desenho mecânico detalhado para um planejamento preciso da área ocupada e posicionamento.

5.2 Identificação da Polaridade

O fototransistor possui dois terminais: o Coletor e o Emissor. O terminal mais longo é tipicamente o Coletor. O pacote também pode ter um lado achatado ou outra marcação próxima ao terminal do Coletor. A polaridade correta é essencial para a operação adequada do circuito e aplicação da tensão de polarização correta.

6. Diretrizes de Soldagem e Montagem

7. Sugestões de Aplicação e Considerações de Projeto

7.1 Cenários de Aplicação Típicos

7.2 Considerações Críticas de Projeto

8. Comparação e Diferenciação Técnica

Comparado a um fotodiodo básico, um fototransistor como o LTR-1650D fornece ganho interno, produzindo uma corrente de saída muito maior para a mesma entrada de luz, o que frequentemente elimina a necessidade de um amplificador externo adicional em aplicações simples de comutação. Comparado a um transistor foto-Darlington, ele oferece tempos de resposta mais rápidos (µs vs. dezenas/centenas de µs), mas ganho menor. O sistema de classificação específico para IC(ON)permite um projeto de sistema mais preciso em comparação com dispositivos com uma única especificação ampla. O pacote transparente escuro é um diferencial chave em relação aos pacotes transparentes, oferecendo supressão de luz visível integrada.

9. Perguntas Frequentes (Baseadas nos Parâmetros Técnicos)

9.1 O que significa a especificação "BIN" e como escolher?

O código BIN (de A a F) especifica a faixa garantida da sensibilidade do fototransistor (IC(ON)). Escolha um bin com base na corrente de saída necessária para o seu nível específico de irradiância. Para aplicações de maior sensibilidade/baixo nível de luz, selecione um bin com letra mais alta (ex.: E ou F). Para aplicações sensíveis ao custo onde alto ganho não é crítico, um bin mais baixo (A ou B) pode ser suficiente.

9.2 Por que a corrente de escuro é importante?

A corrente de escuro (ICEO) é o sinal de saída presente quando nenhuma luz incide. Ela define o limite inferior da luz detectável e atua como uma fonte de ruído. Em aplicações de comutação digital, o limiar de detecção do circuito deve ser ajustado acima da corrente de escuro máxima esperada, especialmente em altas temperaturas, onde ela aumenta significativamente.

9.3 Como a resistência de carga afeta o desempenho?

A resistência de carga (RL) afeta diretamente dois parâmetros-chave:Tensão de Saída(Vout= IC* RL) eVelocidade de Comutação(ver Fig. 3). Você deve selecionar RLpara alcançar a excursão de tensão necessária para seus níveis lógicos ou entrada do ADC, garantindo também que os tempos de subida/descida sejam rápidos o suficiente para a taxa de dados ou tempo de resposta da sua aplicação.

9.4 Posso usar este componente sob luz solar intensa?

O pacote transparente escuro fornece alguma rejeição, mas a luz solar direta contém radiação infravermelha intensa que pode facilmente saturar o sensor. Para uso externo, medidas adicionais são obrigatórias: sombreamento físico (capas), filtros ópticos de banda estreita centrados no comprimento de onda da sua fonte de IR (ex.: 940nm) e, preferencialmente, usar uma fonte de IR modulada com detecção síncrona no circuito receptor para distinguir o sinal do componente DC constante da luz solar.

10. Estudo de Caso Prático de Projeto e Uso

Cenário: Projetando um Sensor de Detecção de Papel para uma Impressora.

  1. Seleção:Escolha um bin de sensibilidade média (ex.: Bin C ou D) para garantir acionamento confiável sem ser excessivamente sensível a poeira ou reflexos.
  2. Configuração do Circuito:Use uma configuração de chave de emissor comum. Emparelhe o LTR-1650D com um LED infravermelho (ex.: 940nm) posicionado no lado oposto do caminho do papel.
  3. Dimensionamento dos Componentes:Selecione um valor de RL(ex.: 4,7kΩ) que forneça uma saída em nível lógico baixo (próximo de 0V) quando o papel estiver presente (bloqueando a luz, ICé baixa) e uma saída em nível lógico alto (próximo de VCC) quando o papel estiver ausente (luz presente, ICé alta). Verifique se os níveis de tensão são compatíveis com os pinos de entrada do microcontrolador.
  4. Imunidade a Ruído:Adicione um capacitor de 10nF em paralelo com RLpara suprimir ruído elétrico dos motores da impressora. A velocidade resultante (~100µs) ainda é muito mais rápida que o movimento mecânico do papel.
  5. Alinhamento:Use o diagrama de sensibilidade (Fig. 5) para orientar o projeto mecânico. Certifique-se de que o LED IR e o fototransistor estejam alinhados dentro do cone de alta sensibilidade (ex.: ±20°) para maximizar a força do sinal.
  6. Testes:Teste o sensor sob as piores condições: alta temperatura (para verificar o aumento da corrente de escuro) e com vários tipos de papel (alguns podem ser mais translúcidos ao IR).

11. Princípio de Funcionamento

Um fototransistor é fundamentalmente um transistor bipolar de junção (BJT) onde a corrente de base é gerada pela luz em vez de ser fornecida eletricamente. Fótons incidentes com energia maior que a banda proibida do semicondutor são absorvidos na região da junção base-coletor, criando pares elétron-lacuna. O campo elétrico na junção coletor-base polarizada reversamente varre esses portadores, gerando efetivamente uma fotocorrente que atua como a corrente de base (IB). Esta corrente de base fotogerada é então amplificada pelo ganho de corrente do transistor (hFE), resultando em uma corrente de coletor muito maior (IC= hFE* IB). Esta amplificação interna é a principal vantagem sobre um simples fotodiodo. O material do pacote transparente escuro atua como um filtro passa-longa, permitindo a passagem de comprimentos de onda infravermelhos (como 940nm) enquanto absorve os comprimentos de onda visíveis mais curtos, melhorando assim a relação sinal-ruído em ambientes com luz visível.

12. Tendências e Desenvolvimentos da Indústria

O setor de optoeletrônica continua a evoluir. Embora fototransistores discretos como o LTR-1650D permaneçam vitais para aplicações de alto volume, sensíveis ao custo ou com desempenho específico, tendências mais amplas incluem:

Os fototransistores discretos provavelmente manterão sua posição em aplicações onde sua simplicidade, robustez, baixo custo e características de desempenho específicas (como o pacote escuro do LTR-1650D) fornecem uma solução ideal.

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.