Índice
- 1. Visão Geral do Produto
- 2. Interpretação Objetiva dos Parâmetros Técnicos
- 2.1 Especificações Absolutas Máximas
- 2.2 Características Eletro-Ópticas
- 5.1 Dimensões do Encapsulamento e Polaridade
- 5.2 Especificações da Fita e da Bobina
- 6.1 Perfis de Soldagem por Refluxo
- 6.2 Limpeza e Armazenamento
- 7.1 Circuitos de Aplicação Típicos
- 7.2 Proteção contra Descarga Eletrostática (ESD)
1. Visão Geral do Produto
Este documento detalha as especificações de um Diodo Emissor de Luz (LED) de Montagem em Superfície (SMD) de alto brilho e montagem inversa. O dispositivo utiliza um chip semicondutor de Fosfeto de Alumínio, Índio e Gálio (AlInGaP) para produzir luz amarela, encapsulado num invólucro com lente transparente. O seu design principal é para processos de montagem automatizada, sendo fornecido em fita de 8mm enrolada em bobinas de 7 polegadas. Características-chave incluem conformidade com as diretivas RoHS, compatibilidade com soldagem por refluxo infravermelho e por fase de vapor, e adequação para uso numa vasta gama de aplicações eletrónicas onde é necessária iluminação indicadora brilhante e fiável.
2. Interpretação Objetiva dos Parâmetros Técnicos
2.1 Especificações Absolutas Máximas
Os limites operacionais do dispositivo são definidos a uma temperatura ambiente (Ta) de 25°C. A corrente contínua direta máxima é de 30 mA. A corrente direta de pico, permitida em condições pulsadas (ciclo de trabalho de 1/10, largura de pulso de 0.1ms), é de 80 mA. A dissipação de potência máxima é de 75 mW. Para temperaturas ambientes acima de 50°C, a corrente direta permitida deve ser reduzida linearmente a uma taxa de 0.4 mA por grau Celsius. A tensão reversa máxima que pode ser aplicada é de 5 V. O dispositivo pode operar dentro de uma faixa de temperatura ambiente de -30°C a +85°C e pode ser armazenado entre -40°C e +85°C. A condição de soldagem infravermelha é especificada como uma temperatura de pico de 260°C por um máximo de 5 segundos.
2.2 Características Eletro-Ópticas
Medidas a Ta=25°C e uma corrente direta (IF) de 20 mA, os parâmetros de desempenho-chave são os seguintes. A intensidade luminosa (Iv) tem um valor típico, mas é classificada (binning) de um mínimo de 28.0 mcd a um máximo de 450.0 mcd. O ângulo de visão (2θ1/2), definido como o ângulo total no qual a intensidade cai para metade do seu valor axial, é de 70 graus. O comprimento de onda de emissão de pico (λP) é de 588.0 nm. O comprimento de onda dominante (λd), que define a cor percebida, é de 587.0 nm. A meia-largura espectral (Δλ) é de 17 nm. A tensão direta (VF) mede tipicamente 2.4 V, com um máximo de 2.4 V na condição de teste. A corrente reversa (IR) é no máximo de 10 µA a uma tensão reversa (VR) de 5 V. A capacitância da junção (C) é de 40 pF medida a polarização zero e 1 MHz.
3. Explicação do Sistema de Binning
A saída luminosa dos LEDs é categorizada em bins para garantir consistência na aplicação. O binning é baseado na intensidade luminosa mínima e máxima medida a 20 mA. Os códigos de bin e os seus intervalos correspondentes são: N (28.0-45.0 mcd), P (45.0-71.0 mcd), Q (71.0-112.0 mcd), R (112.0-180.0 mcd), S (180.0-280.0 mcd) e T (280.0-450.0 mcd). Uma tolerância de +/-15% é aplicada a cada bin de intensidade. Este sistema permite aos projetistas selecionar componentes apropriados para o nível de brilho exigido no seu design.
4. Análise das Curvas de Desempenho
A ficha técnica referencia curvas de desempenho típicas que são essenciais para análise de projeto. Estas curvas, traçadas contra a temperatura ambiente salvo indicação em contrário, ilustrariam tipicamente a relação entre a corrente direta e a intensidade luminosa, a variação da tensão direta com a temperatura e a potência radiante relativa versus comprimento de onda (distribuição espectral). Analisar a curva IV ajuda a projetar o circuito limitador de corrente, enquanto a curva de redução de potência por temperatura é crítica para garantir a fiabilidade sob diferentes condições térmicas. A curva de distribuição espectral confirma a natureza monocromática da luz emitida centrada em torno de 588 nm.
5. Informações Mecânicas e de Embalagem
5.1 Dimensões do Encapsulamento e Polaridade
O LED está conforme um contorno padrão de encapsulamento EIA. As dimensões-chave incluem o comprimento, largura e altura totais. O cátodo é tipicamente identificado por um marcador visual, como um entalhe ou uma marca verde no encapsulamento. Desenhos dimensionados detalhados são fornecidos na ficha técnica, com todas as medidas em milímetros e uma tolerância padrão de ±0.10 mm salvo especificação em contrário.
5.2 Especificações da Fita e da Bobina
Para montagem automatizada pick-and-place, os componentes são fornecidos em fita transportadora embutida. A largura da fita é de 8 mm. Os componentes são carregados em bolsas e selados com uma fita de cobertura superior. São enrolados em bobinas com um diâmetro de 7 polegadas (178 mm). Cada bobina completa contém 3000 peças. Para quantidades inferiores a uma bobina completa, aplica-se uma quantidade mínima de embalagem de 500 peças para os restantes. A embalagem está conforme as especificações ANSI/EIA 481-1-A-1994, com uma permissão máxima de dois componentes em falta consecutivos na fita.
6. Diretrizes de Soldagem e Montagem
6.1 Perfis de Soldagem por Refluxo
São fornecidos dois perfis de refluxo infravermelho (IR) sugeridos: um para o processo de solda padrão (estanho-chumbo) e outro para o processo de solda sem chumbo (Pb-free). O perfil sem chumbo é especificamente recomendado para uso com pasta de solda SnAgCu. Os perfis definem parâmetros críticos, incluindo temperatura e tempo de pré-aquecimento, tempo acima do líquido, temperatura de pico e taxa de arrefecimento. A adesão a estes perfis, particularmente à temperatura de pico máxima de 260°C durante 5 segundos, é crucial para evitar danos térmicos ao encapsulamento do LED e ao chip semicondutor.
6.2 Limpeza e Armazenamento
Se for necessária limpeza após a soldagem, apenas devem ser utilizados solventes especificados. Imersão do LED em álcool etílico ou isopropílico à temperatura ambiente por menos de um minuto é aceitável. Produtos químicos não especificados podem danificar a lente de epóxi. Para armazenamento, os LEDs devem ser mantidos num ambiente que não exceda 30°C e 70% de humidade relativa. Os componentes removidos da sua bolsa de barreira de humidade original devem ser soldados por refluxo dentro de uma semana. Para armazenamento mais longo fora da embalagem original, devem ser armazenados num recipiente selado com dessecante ou num ambiente de azoto e requerem um procedimento de cozedura (aproximadamente 60°C durante 24 horas) antes da montagem para remover a humidade absorvida.
7. Sugestões de Aplicação
7.1 Circuitos de Aplicação Típicos
Os LEDs são dispositivos acionados por corrente. Para garantir brilho uniforme ao acionar vários LEDs, é fortemente recomendado usar um resistor limitador de corrente em série para cada LED, como mostrado no "Modelo de circuito A" da ficha técnica. Acionar vários LEDs em paralelo diretamente a partir de uma fonte de tensão ("Modelo de circuito B") é desencorajado porque pequenas variações na característica de tensão direta (Vf) de LEDs individuais podem levar a diferenças significativas na corrente e, consequentemente, no brilho. O resistor em série estabiliza a corrente através de cada LED de forma independente.
7.2 Proteção contra Descarga Eletrostática (ESD)
O LED é sensível à descarga eletrostática. Danos por ESD podem manifestar-se como corrente de fuga reversa elevada, tensão direta baixa ou falha em iluminar a baixas correntes. Medidas preventivas são obrigatórias durante a manipulação e montagem: o pessoal deve usar pulseiras condutoras ou luvas antiestáticas; todo o equipamento, estações de trabalho e prateleiras de armazenamento devem estar devidamente aterrados. Um ionizador pode ser usado para neutralizar a carga estática que pode acumular-se na lente de plástico. Verificar danos por ESD envolve verificar a iluminação e medir Vf a níveis de corrente baixos.
8. Considerações e Precauções de Projeto
O dispositivo destina-se a equipamentos eletrónicos gerais. Aplicações que exijam fiabilidade excecional, especialmente onde a falha possa colocar em risco a vida ou a saúde (ex.: aviação, dispositivos médicos), requerem consulta prévia. O método de acionamento deve respeitar as especificações absolutas máximas de corrente e potência, incorporando a redução de potência necessária para temperaturas ambientes elevadas. A gestão térmica na PCB deve ser considerada se operar perto dos limites máximos. O layout das pastilhas de soldagem deve seguir as dimensões sugeridas para garantir o alinhamento mecânico adequado e a formação da junta de solda durante o refluxo.
9. Introdução Tecnológica e Tendências
Este LED utiliza tecnologia AlInGaP, conhecida pela alta eficiência e estabilidade na produção de luz vermelha, laranja e amarela. O design de "montagem inversa" indica que a superfície emissora de luz está no lado oposto às pastilhas de montagem, o que pode ser vantajoso para designs ópticos específicos ou layouts com espaço limitado onde é necessária luz de emissão lateral. A tendência nos LEDs SMD continua em direção a uma maior eficácia luminosa (mais saída de luz por watt elétrico), melhor consistência de cor através de binning mais apertado e maior fiabilidade sob condições ambientais adversas, incluindo perfis de soldagem a temperaturas mais altas exigidos para montagem sem chumbo.
Terminologia de Especificação LED
Explicação completa dos termos técnicos LED
Desempenho Fotoeletrico
| Termo | Unidade/Representação | Explicação Simples | Por Que Importante |
|---|---|---|---|
| Eficácia Luminosa | lm/W (lumens por watt) | Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. | Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade. |
| Fluxo Luminoso | lm (lumens) | Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". | Determina se a luz é brilhante o suficiente. |
| Ângulo de Visão | ° (graus), ex., 120° | Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. | Afeta o alcance de iluminação e uniformidade. |
| CCT (Temperatura de Cor) | K (Kelvin), ex., 2700K/6500K | Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. | Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados. |
| CRI / Ra | Sem unidade, 0–100 | Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. | Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus. |
| SDCM | Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" | Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. | Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs. |
| Comprimento de Onda Dominante | nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) | Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. | Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes. |
| Distribuição Espectral | Curva comprimento de onda vs intensidade | Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. | Afeta a reprodução de cor e qualidade. |
Parâmetros Elétricos
| Termo | Símbolo | Explicação Simples | Considerações de Design |
|---|---|---|---|
| Tensão Direta | Vf | Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". | A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série. |
| Corrente Direta | If | Valor de corrente para operação normal do LED. | Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil. |
| Corrente de Pulsação Máxima | Ifp | Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. | A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos. |
| Tensão Reversa | Vr | Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. | O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão. |
| Resistência Térmica | Rth (°C/W) | Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. | Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte. |
| Imunidade ESD | V (HBM), ex., 1000V | Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. | Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis. |
Gerenciamento Térmico e Confiabilidade
| Termo | Métrica Chave | Explicação Simples | Impacto |
|---|---|---|---|
| Temperatura de Junção | Tj (°C) | Temperatura operacional real dentro do chip LED. | Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor. |
| Depreciação do Lúmen | L70 / L80 (horas) | Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. | Define diretamente a "vida de serviço" do LED. |
| Manutenção do Lúmen | % (ex., 70%) | Porcentagem de brilho retida após o tempo. | Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo. |
| Deslocamento de Cor | Δu′v′ ou elipse MacAdam | Grau de mudança de cor durante o uso. | Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação. |
| Envelhecimento Térmico | Degradação do material | Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. | Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto. |
Embalagem e Materiais
| Termo | Tipos Comuns | Explicação Simples | Características e Aplicações |
|---|---|---|---|
| Tipo de Pacote | EMC, PPA, Cerâmica | Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. | EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa. |
| Estrutura do Chip | Frontal, Flip Chip | Arranjo dos eletrodos do chip. | Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência. |
| Revestimento de Fósforo | YAG, Silicato, Nitreto | Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. | Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI. |
| Lente/Óptica | Plana, Microlente, TIR | Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. | Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz. |
Controle de Qualidade e Classificação
| Termo | Conteúdo de Binning | Explicação Simples | Propósito |
|---|---|---|---|
| Bin de Fluxo Luminoso | Código ex. 2G, 2H | Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. | Garante brilho uniforme no mesmo lote. |
| Bin de Tensão | Código ex. 6W, 6X | Agrupado por faixa de tensão direta. | Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema. |
| Bin de Cor | Elipse MacAdam de 5 passos | Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. | Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo. |
| Bin CCT | 2700K, 3000K etc. | Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. | Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena. |
Testes e Certificação
| Termo | Padrão/Teste | Explicação Simples | Significado |
|---|---|---|---|
| LM-80 | Teste de manutenção do lúmen | Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. | Usado para estimar vida do LED (com TM-21). |
| TM-21 | Padrão de estimativa de vida | Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. | Fornece previsão científica de vida. |
| IESNA | Sociedade de Engenharia de Iluminação | Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. | Base de teste reconhecida pela indústria. |
| RoHS / REACH | Certificação ambiental | Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). | Requisito de acesso ao mercado internationalmente. |
| ENERGY STAR / DLC | Certificação de eficiência energética | Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. | Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade. |