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Ficha Técnica do LED SMD LTST-S220KEKT - Emissão Lateral - Vermelho (AlInGaP) - 20mA - 50mcd - Documento Técnico em Português

Ficha técnica do LED SMD de emissão lateral LTST-S220KEKT. Inclui características, especificações máximas absolutas, parâmetros elétricos/ópticos, dimensões e diretrizes de soldagem.
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1. Visão Geral do Produto

O LTST-S220KEKT é um diodo emissor de luz (LED) de montagem em superfície (SMD) projetado principalmente para aplicações de iluminação com emissão lateral. A sua construção central utiliza um chip semicondutor de Fosfeto de Alumínio, Índio e Gálio (AlInGaP), desenvolvido para produzir luz vermelha de alta intensidade. A intenção de projeto principal e o mercado-chave para este componente é a integração como fonte de retroiluminação para painéis de display de cristal líquido (LCD), onde é necessária uma iluminação de borda uniforme.

O componente é embalado num formato padrão conforme a EIA, fornecido em fita de 8mm enrolada em carretéis de 7 polegadas de diâmetro. Esta embalagem é totalmente compatível com equipamentos automáticos de montagem pick-and-place de alta velocidade, comuns na fabricação eletrónica moderna. O LED também apresenta compatibilidade com processos padrão de soldagem por refluxo infravermelho (IR), refluxo em fase de vapor e soldagem por onda, tornando-o adequado para produção em volume.

1.1 Vantagens Principais

2. Análise Aprofundada dos Parâmetros Técnicos

Todas as especificações são definidas a uma temperatura ambiente (Ta) de 25°C, salvo indicação em contrário. Compreender estes parâmetros é fundamental para um projeto de circuito confiável e para garantir o desempenho a longo prazo.

2.1 Especificações Máximas Absolutas

Estas especificações definem os limites de stress além dos quais pode ocorrer dano permanente ao dispositivo. A operação sob ou nestes limites não é garantida e deve ser evitada para um funcionamento confiável.

2.2 Características Elétricas e Ópticas

Estes são os parâmetros de desempenho típicos em condições normais de operação.

3. Análise das Curvas de Desempenho

Embora dados gráficos específicos não sejam fornecidos no extrato de texto, as curvas típicas para tal dispositivo seriam essenciais para análise de projeto. Os engenheiros esperariam rever as seguintes relações, que são padrão para a caracterização de LEDs:

3.1 Curva Corrente vs. Tensão (I-V)

Esta curva mostra a relação exponencial entre a tensão direta e a corrente. A tensão de joelho (onde a corrente começa a subir abruptamente) para LEDs AlInGaP é tipicamente em torno de 1,8-2,0V. A curva é essencial para determinar a resistência dinâmica do LED e para projetar circuitos de limitação de corrente apropriados.

3.2 Intensidade Luminosa vs. Corrente Direta

Este gráfico normalmente mostra uma relação quase linear entre a corrente direta e a saída de luz dentro da faixa de operação recomendada. Ajuda os projetistas a escolher a corrente de acionamento para atingir um nível de brilho desejado, mantendo-se dentro dos limites térmicos.

3.3 Dependência da Temperatura

Parâmetros-chave como tensão direta e intensidade luminosa variam com a temperatura da junção. VF tipicamente diminui com o aumento da temperatura (coeficiente de temperatura negativo), enquanto a intensidade luminosa geralmente diminui. Compreender estas variações é vital para projetos que operam numa ampla gama de temperaturas ou em altos níveis de potência.

3.4 Distribuição Espectral

Um gráfico de intensidade relativa versus comprimento de onda mostraria um pico em torno de 632nm com uma meia-largura típica de 20nm, confirmando a saída monocromática vermelha do chip AlInGaP.

4. Informações Mecânicas e de Embalagem

4.1 Dimensões do Dispositivo

O LED está em conformidade com um contorno de embalagem padrão EIA. As dimensões críticas incluem o comprimento, largura e altura do corpo, e a colocação do identificador do cátodo (tipicamente um entalhe ou uma marca verde na fita). As dimensões exatas em milímetros e tolerâncias (±0,1mm) são fornecidas no desenho da embalagem dentro da ficha técnica.

4.2 Identificação de Polaridade

A orientação correta é obrigatória. O cátodo é geralmente marcado no corpo do dispositivo ou indicado por uma característica específica no bolso da fita. A orientação incorreta impedirá o LED de acender e a aplicação de polarização reversa pode danificá-lo.

4.3 Layout Sugerido para as Ilhas de Solda

É fornecida uma pegada recomendada para as ilhas da PCB, a fim de garantir a formação adequada da junta de solda, estabilidade mecânica e alívio térmico durante o refluxo. Seguir este layout minimiza o efeito "tombstone" e outros defeitos de montagem.

4.4 Especificações da Fita e Carretel

O componente é fornecido em fita transportadora relevada com uma fita de cobertura protetora. As especificações-chave incluem: largura da fita de 8mm, diâmetro do carretel de 7 polegadas e 4000 peças por carretel. A embalagem segue os padrões ANSI/EIA 481-1-A-1994. É permitido um máximo de dois componentes ausentes consecutivos (bolsos vazios) por carretel.

5. Diretrizes de Soldagem e Montagem

5.1 Condições de Soldagem por Refluxo

O LED é classificado para processos de soldagem comuns. A ficha técnica especifica as condições máximas de exposição para evitar danos térmicos ao encapsulamento plástico e às ligações dos fios:

Um perfil de refluxo detalhado (pré-aquecimento, imersão, refluxo, arrefecimento) com restrições de tempo e temperatura é tipicamente sugerido para garantir juntas de solda confiáveis sem degradar o LED.

5.2 Limpeza

A limpeza pós-soldagem requer cuidado. Apenas produtos químicos especificados devem ser usados. A ficha técnica recomenda explicitamente:

5.3 Armazenamento e Manuseio

Os dispositivos devem ser armazenados nas suas embalagens originais seladas à prova de humidade com dessecante, num ambiente controlado (dentro da faixa de -55°C a +85°C). A exposição a humidade excessiva antes da soldagem pode levar ao efeito "popcorn" durante o refluxo. Precauções padrão contra descarga eletrostática (ESD) devem ser observadas durante o manuseio.

6. Notas de Aplicação e Considerações de Projeto

6.1 Aplicação Principal: Retroiluminação de LCD

O design de emissão lateral é ideal para unidades de retroiluminação com iluminação de borda. Múltiplos LEDs são colocados ao longo de uma ou mais bordas de uma placa guia de luz (LGP). A luz dos LEDs é injetada na borda da LGP, onde se propaga por reflexão interna total e é extraída para cima em direção ao painel LCD por características de superfície impressas ou moldadas, criando uma fonte de luz de área uniforme.

6.2 Projeto do Circuito de Acionamento

LEDs são dispositivos acionados por corrente. Um resistor limitador de corrente em série é o método de acionamento mais simples. O valor do resistor (R) é calculado usando a Lei de Ohm: R = (Vcc - VF) / IF, onde Vcc é a tensão de alimentação, VF é a tensão direta do LED (use o valor típico ou máximo para confiabilidade), e IF é a corrente direta desejada (ex.: 20mA). Para brilho constante em múltiplos LEDs ou com temperaturas variáveis, recomenda-se um circuito de acionamento de corrente constante.

6.3 Gestão Térmica

Embora a dissipação de potência seja baixa (75mW máx.), uma gestão térmica eficaz é crucial para a longevidade e estabilidade da saída de luz. A PCB atua como um dissipador de calor. Garanta uma área de cobre adequada conectada às ilhas térmicas do LED (se houver) ou às ilhas de solda para conduzir o calor para longe da junção. Cumpra a curva de derating de corrente acima de 25°C ambiente.

6.4 Integração Óptica

Para aplicações de retroiluminação, o alinhamento mecânico preciso e a distância entre a superfície emissora do LED e a borda da placa guia de luz são críticos para maximizar a eficiência de acoplamento e minimizar as perdas ópticas. O amplo ângulo de visão de 130 graus auxilia neste acoplamento.

7. Comparação e Diferenciação Técnica

Comparado com outras tecnologias de LED para emissão vermelha:

8. Perguntas Frequentes (FAQ)

8.1 Posso acionar este LED diretamente a partir de uma saída lógica de 5V ou 3,3V?

Não. Deve usar um resistor em série ou um driver de corrente constante para limitar a corrente ao máximo especificado (30mA contínua). Conectá-lo diretamente a uma fonte de tensão causará fluxo de corrente excessivo, potencialmente destruindo o LED.

8.2 Qual é a diferença entre comprimento de onda de pico e comprimento de onda dominante?

O comprimento de onda de pico (λPico) é o comprimento de onda físico onde a potência espectral é mais alta. O comprimento de onda dominante (λd) é uma métrica perceptiva derivada da ciência da cor (diagrama CIE) que representa o comprimento de onda único que o olho humano perceberia como correspondente à cor do LED. Para LEDs monocromáticos, eles são frequentemente próximos, mas não idênticos.

8.3 Quantos LEDs posso conectar em série?

O número depende da sua tensão de alimentação (Vcc) e da tensão direta (VF) de cada LED. A soma da VF de todos os LEDs na série deve ser menor que Vcc, com margem suficiente para o elemento limitador de corrente (resistor ou regulador). Por exemplo, com uma alimentação de 12V e VF=2,4V, teoricamente poderia conectar 4 LEDs em série (4 * 2,4V = 9,6V), deixando 2,4V para o resistor limitador de corrente.

8.4 Este LED é adequado para aplicações automotivas?

A faixa de temperatura de operação (-55°C a +85°C) cobre muitos requisitos automotivos. No entanto, componentes verdadeiramente de grau automotivo normalmente requerem qualificação adicional para vibração, humidade e vida útil prolongada em condições adversas. Esta ficha técnica não especifica qualificações automotivas como AEC-Q101, portanto, pode não ser adequado para iluminação automotiva crítica para segurança ou exterior sem verificação adicional.

9. Estudo de Caso Prático de Projeto

Cenário:Projetar um indicador de estado simples para um dispositivo portátil que requer iluminação lateral de um pequeno tubo de luz de acrílico.

Implementação:O LTST-S220KEKT é uma excelente escolha. É colocado na PCB principal com a sua superfície emissora alinhada à borda do tubo de luz de acrílico. Um resistor em série é calculado para um sistema de 3,3V: R = (3,3V - 2,4V) / 0,020A = 45 Ohms. Um resistor padrão de 47 Ohm é selecionado, resultando numa corrente direta de aproximadamente 19,1mA, bem dentro dos limites. O amplo ângulo de visão garante um acoplamento eficiente no tubo de luz, proporcionando um brilho vermelho intenso e uniforme no ponto de saída do indicador na carcaça do dispositivo.

10. Introdução ao Princípio Tecnológico

O LTST-S220KEKT é baseado na tecnologia semicondutora de Fosfeto de Alumínio, Índio e Gálio (AlInGaP). Quando uma tensão direta é aplicada através da junção p-n, elétrons e lacunas são injetados na região ativa onde se recombinam. No AlInGaP, este evento de recombinação liberta principalmente energia na forma de fótons (luz) no espectro do vermelho ao amarelo-alaranjado, dependendo da composição exata da liga. A embalagem de emissão lateral incorpora uma lente de epóxi moldada que é moldada para refratar e direcionar a luz emitida lateralmente, paralela ao plano de montagem, em vez de para cima. Isto é conseguido através de uma curvatura específica da lente e do posicionamento do chip semicondutor dentro da embalagem.

11. Tendências e Desenvolvimentos da Indústria

O mercado para LEDs de emissão lateral continua a evoluir. As principais tendências incluem:

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.