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Ficha Técnica do LED SMD LTST-M670KRKT - AlInGaP Vermelho - Lente Transparente - Ângulo de Visão de 120° - Corrente Máxima de 30mA - Documento Técnico em Português

Ficha técnica completa do LED SMD LTST-M670KRKT. Características: fonte de luz vermelha AlInGaP, lente transparente, ângulo de visão de 120°, corrente direta máxima de 30mA e conformidade RoHS. Inclui especificações elétricas, ópticas e mecânicas.
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Índice

1. Visão Geral do Produto

Este documento fornece as especificações técnicas completas de um LED de montagem superficial de alta luminosidade, projetado para aplicações eletrónicas modernas. O dispositivo utiliza um material semicondutor de Fosfeto de Alumínio, Índio e Gálio (AlInGaP) para produzir uma saída de luz vermelha vibrante. Encapsulado numa lente transparente, este LED é projetado para compatibilidade com processos de montagem automatizados e técnicas padrão de soldadura por refluxo infravermelho, tornando-o adequado para fabricação em grande volume.

As principais vantagens deste componente incluem a sua conformidade com regulamentações ambientais (RoHS), desempenho consistente numa ampla gama de temperaturas de operação e uma embalagem que facilita o manuseamento e posicionamento eficientes. Os seus mercados-alvo principais incluem eletrónica de consumo, painéis de controlo industrial, iluminação interior automóvel e aplicações gerais de sinalização onde é necessária uma iluminação vermelha brilhante e fiável.

2. Análise Aprofundada de Parâmetros Técnicos

2.1 Valores Máximos Absolutos

O dispositivo é especificado para operar nas seguintes condições máximas absolutas, além das quais pode ocorrer dano permanente. Todos os valores são especificados a uma temperatura ambiente (Ta) de 25°C.

2.2 Características Elétricas e Ópticas

A tabela seguinte detalha os principais parâmetros de desempenho em condições padrão de teste (Ta=25°C, salvo indicação em contrário). Estes são os valores que os projetistas devem usar para cálculos de circuito e expectativas de desempenho.

3. Explicação do Sistema de Binning

Para garantir consistência no brilho entre lotes de produção, a intensidade luminosa destes LEDs é classificada em "bins" específicos. Cada bin define uma gama garantida de intensidade mínima e máxima quando medida na corrente de teste padrão de 20mA.

Os códigos de bin para este produto são: Q2 (90,0-112,0 mcd), R1 (112,0-140,0 mcd), R2 (140,0-180,0 mcd), S1 (180,0-224,0 mcd) e S2 (224,0-280,0 mcd). Uma tolerância de +/-11% é aplicada a cada bin de intensidade. Os projetistas que especificam este LED devem estar cientes de qual bin estão a usar, pois isso impacta diretamente o brilho alcançado na aplicação final. Para aplicações críticas que requerem aparência uniforme, devem ser usados LEDs do mesmo código de bin.

4. Análise das Curvas de Desempenho

Embora curvas gráficas específicas sejam referenciadas no documento fonte, as suas implicações são críticas para o projeto. As principais relações que seriam mostradas nessas curvas incluem:

5. Informações Mecânicas e de Embalagem

5.1 Dimensões do Dispositivo

O LED está em conformidade com um contorno padrão de embalagem de montagem superficial EIA. Todas as dimensões críticas para o projeto da impressão na PCB—incluindo comprimento, largura, altura do corpo e espaçamento dos terminais—são fornecidas no documento fonte com uma tolerância padrão de ±0,2 mm. A embalagem apresenta um material de lente transparente.

5.2 Projeto do Pad de Montagem na PCB

É fornecida uma disposição recomendada dos pads de fixação na placa de circuito impresso (PCB) para garantir soldadura fiável e alinhamento mecânico adequado. Este padrão de land é otimizado para processos de soldadura por refluxo infravermelho e de fase de vapor. Aderir a esta impressão recomendada é crucial para obter uma boa formação da junta de solda, gestão térmica e prevenir o efeito "tombstoning" durante o refluxo.

5.3 Identificação da Polaridade

O cátodo (terminal negativo) é tipicamente identificado por um marcador visual na embalagem do LED, como um entalhe, um ponto verde ou um canto cortado na lente ou no corpo. O ânodo (terminal positivo) é o outro terminal. A polaridade correta deve ser observada durante a montagem, pois aplicar polarização reversa pode danificar o dispositivo.

6. Diretrizes de Soldadura e Montagem

6.1 Parâmetros de Soldadura por Refluxo

O componente é compatível com processos de soldadura por refluxo infravermelho sem chumbo (Pb-free). É fornecida um perfil sugerido, em conformidade com a norma JEDEC J-STD-020B. Os parâmetros-chave incluem:

É enfatizado que o perfil ideal depende do projeto específico da PCB, da pasta de solda e do forno utilizado. Recomenda-se a caracterização para a aplicação específica.

6.2 Notas sobre Soldadura Manual

Se for necessária soldadura manual, deve-se ter extremo cuidado:

6.3 Condições de Armazenamento e Manuseamento

A sensibilidade à humidade é um fator crítico para dispositivos de montagem superficial. Este LED é embalado num saco barreira à humidade com dessecante.

6.4 Limpeza

Se for necessária limpeza pós-soldadura, apenas devem ser usados solventes especificados. Imersão do LED em álcool etílico ou isopropílico à temperatura ambiente por menos de um minuto é aceitável. Produtos químicos de limpeza não especificados podem danificar a embalagem plástica ou a lente.

7. Embalagem e Informações de Encomenda

7.1 Especificações da Fita e da Bobina

Os LEDs são fornecidos em fita transportadora relevada para máquinas de pick-and-place automatizadas.

8. Recomendações de Projeto de Aplicação

8.1 Circuitos de Aplicação Típicos

Os LEDs são dispositivos acionados por corrente. O método de acionamento mais fiável e recomendado é usar um resistor limitador de corrente em série para cada LED, mesmo quando vários LEDs estão ligados em paralelo a uma fonte de tensão (Modelo de Circuito A). Isto compensa a variação natural na tensão direta (VF) de um LED para outro, garantindo corrente uniforme e, portanto, brilho uniforme em todos os dispositivos. Acionar vários LEDs em paralelo sem resistores individuais (Modelo de Circuito B) é desencorajado, pois o LED com o VFmais baixo irá consumir uma corrente desproporcionalmente maior, levando a brilho desigual e potencial sobrecarga.

O valor do resistor em série (Rs) é calculado usando a Lei de Ohm: Rs= (Vfonte- VF) / IF. Use o VFmáximo da ficha técnica para um projeto conservador que garanta que a corrente não excede o IF.

desejado.

Este componente destina-se a equipamentos eletrónicos padrão. Para aplicações que requerem fiabilidade excecional ou onde uma falha possa representar risco de segurança (ex.: aviação, suporte de vida médico), são necessárias qualificação adicional e consulta com o fabricante.

9. Comparação e Diferenciação Técnica

Comparado com tecnologias mais antigas, como LEDs vermelhos de GaAsP (Fosfeto de Arsénio e Gálio), este dispositivo baseado em AlInGaP oferece uma eficiência luminosa significativamente maior, resultando em maior brilho para a mesma corrente de acionamento. A lente transparente, em oposição a uma lente difusa ou colorida, proporciona a maior extração de luz possível e um padrão de feixe mais focado e intenso, adequado para aplicações que requerem um ponto de luz nítido e brilhante. O ângulo de visão de 120 graus oferece um bom equilíbrio entre intensidade no eixo e visibilidade fora do eixo. A sua compatibilidade com processos padrão de refluxo IR diferencia-o de LEDs que podem requerer soldadura manual ou por onda.

10. Perguntas Frequentes (FAQs)

P: Posso acionar este LED a 30mA continuamente?

R: Sim, 30mA é a corrente direta DC máxima recomendada. Para uma longevidade ótima e para ter em conta os efeitos da temperatura, projetar para uma corrente mais baixa (ex.: 20mA) é frequentemente aconselhável.

P: Qual é a diferença entre Comprimento de Onda de Pico e Comprimento de Onda Dominante?

R: O Comprimento de Onda de Pico (639 nm) é o pico físico do espectro de luz emitido. O Comprimento de Onda Dominante (631 nm) é um valor calculado que representa o comprimento de onda único da luz monocromática pura que pareceria ter a mesma cor para o olho humano. O comprimento de onda dominante é mais relevante para a especificação de cor.

P: Por que é necessário um resistor em série mesmo com uma fonte de tensão constante?FR: A tensão direta de um LED tem uma tolerância e diminui com o aumento da temperatura. Um resistor em série fornece realimentação negativa: se a corrente tentar aumentar (ex.: devido a uma peça com V

baixo ou aumento de temperatura), a queda de tensão no resistor aumenta, limitando o aumento da corrente e estabilizando a operação do LED.

P: Como interpreto o código de bin na minha encomenda?

R: O código de bin (ex.: S1) especifica a gama garantida de intensidade luminosa para esse lote de LEDs. Verifique sempre o código de bin em relação à tabela na secção 3 para compreender o brilho mínimo que pode esperar no seu projeto.

11. Exemplos Práticos de AplicaçãoExemplo 1: Painel de Indicadores de Estado:

Uma unidade de controlo industrial usa uma matriz destes LEDs como indicadores de falha e estado num painel frontal. O amplo ângulo de visão de 120° garante que os indicadores sejam visíveis para os operadores a partir de várias posições. O projetista usa o bin S2 para alto brilho e calcula um resistor em série para uma corrente de acionamento de 20mA a partir de uma linha de 5V: R = (5V - 2,4V) / 0,02A = 130 Ohms (é selecionado um resistor padrão de 130 ou 150 Ohm). O layout da PCB segue o padrão de pad recomendado para garantir colocação automática e boas juntas de solda.Exemplo 2: Iluminação de Fundo para Interruptores de Membrana:

O LED é colocado atrás de um gráfico translúcido num teclado de membrana. A lente transparente e a alta intensidade proporcionam um símbolo nítido e uniformemente iluminado. Neste caso, o LED pode ser acionado a uma corrente mais baixa (ex.: 10mA) para alcançar o nível de iluminação de fundo desejado, minimizando o consumo de energia e o calor dentro do conjunto do interruptor selado.

12. Introdução ao Princípio Tecnológico

Este LED é baseado na tecnologia semicondutora de Fosfeto de Alumínio, Índio e Gálio (AlInGaP). Quando uma tensão direta é aplicada através da junção p-n, eletrões e lacunas são injetados na região ativa onde se recombinam. A energia libertada durante esta recombinação é emitida como fotões (luz). A composição específica da liga de AlInGaP determina a energia da banda proibida do semicondutor, que dita diretamente o comprimento de onda (cor) da luz emitida—neste caso, vermelho. A lente de epóxi transparente serve para proteger o chip semicondutor, moldar o feixe de saída de luz e melhorar a extração de luz do chip.

13. Tendências e Desenvolvimentos da Indústria

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.