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Ficha Técnica de LED SMD Amarelo Difuso AlInGaP - Ângulo de Visão de 120° - 1,90-2,65V - 70mA - 185,5mW - Documento Técnico em Português

Ficha técnica detalhada para um LED SMD amarelo difuso de AlInGaP. Inclui características elétricas/ópticas, especificações térmicas, sistema de classificação, dimensões do encapsulamento e diretrizes de aplicação.
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1. Visão Geral do Produto

Este documento detalha as especificações de um Diodo Emissor de Luz (LED) de montagem superficial (SMD) que utiliza o material semicondutor AlInGaP (Fosfeto de Alumínio, Índio e Gálio) para produzir luz amarela. O LED apresenta uma lente difusa, que dispersa a luz emitida para criar um padrão de visualização mais amplo e uniforme em comparação com LEDs de lente transparente. Esta característica torna-o adequado para aplicações que requerem iluminação uniforme e visibilidade em ângulo amplo.

As principais vantagens deste componente incluem o seu encapsulamento SMD compacto, projetado para montagem automatizada em PCB, compatibilidade com processos de soldagem por refluxo infravermelho e qualificação para padrões de confiabilidade de grau automotivo. Foi concebido para aplicações sensíveis ao espaço em diversos segmentos de equipamentos eletrónicos.

1.1 Mercado-Alvo e Aplicações

O principal mercado-alvo para este LED é o setor de eletrónica automotiva, especificamente para aplicações acessórias. O seu design e qualificação tornam-no adequado para integração na iluminação interior do veículo, indicadores do painel de instrumentos, retroiluminação de interruptores e outras funções de iluminação não críticas no habitáculo. A robustez do encapsulamento e o desempenho térmico especificado estão alinhados com as exigências ambientais dos ambientes automotivos.

Para além da utilização automotiva, as suas características gerais, como compatibilidade com C.I., compatibilidade com colocação automática e conformidade RoHS, tornam-no um componente viável para uma vasta gama de eletrónicos de consumo e industriais, incluindo dispositivos portáteis, indicadores de equipamentos de rede e iluminação de estado de uso geral onde é necessária uma iluminação de estado sólido confiável.

2. Análise Aprofundada dos Parâmetros Técnicos

Uma compreensão abrangente dos parâmetros elétricos, ópticos e térmicos é crucial para um projeto de circuito bem-sucedido e uma operação confiável a longo prazo.

2.1 Especificações Absolutas Máximas

Estas especificações definem os limites de stress além dos quais pode ocorrer dano permanente no dispositivo. Não é garantida a operação sob ou nestes limites.

2.2 Características Térmicas

A gestão térmica é fundamental para o desempenho e a vida útil do LED. Uma temperatura de junção (Tj) excessiva leva a uma depreciação acelerada do lúmen e a uma mudança de cor.

2.3 Características Elétricas e Ópticas

Estes são os parâmetros de desempenho típicos medidos a Ta=25°C e a uma corrente direta (IF) de 50mA, que parece ser a condição de teste padrão.

3. Explicação do Sistema de Classificação

Devido a variações inerentes na fabricação de semicondutores, os LEDs são classificados ("binned") com base em parâmetros-chave. Este sistema permite aos projetistas selecionar componentes com desempenho consistente para a sua aplicação.

3.1 Classificação da Tensão Direta (Vf)

Os LEDs são agrupados em classes (C, D, E, F, G) com base na sua queda de tensão direta a 50mA. Por exemplo, a classe C cobre 1,90V a 2,05V, enquanto a classe G cobre 2,50V a 2,65V. Selecionar uma classe Vf mais restrita pode ajudar a garantir um brilho uniforme quando vários LEDs são alimentados em paralelo a partir de uma fonte de tensão constante, pois eles partilharão a corrente de forma mais equilibrada.

3.2 Classificação da Intensidade Luminosa (Iv)

Esta classificação categoriza os LEDs pela sua saída de brilho. São definidas as classes X1 (1800-2240 mcd), X2 (2240-2800 mcd) e Y1 (2800-3550 mcd). Aplicações que requerem níveis de brilho específicos ou consistência entre múltiplas unidades devem especificar a classe Iv necessária.

3.3 Classificação do Comprimento de Onda Dominante (Wd)

A consistência de cor é crítica em muitas aplicações. As classes de comprimento de onda 3 (583-586 nm), 4 (586-589 nm), 5 (589-592 nm) e 6 (592-595 nm) garantem que o tom amarelo seja controlado dentro de uma faixa estreita. Uma etiqueta de lote típica pode ler algo como \"E/X2/5\"

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.