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Ficha Técnica do LED SMT CBI LTLM11KF1H310U - Cor Âmbar - 2.0V Típ. - 72mW Máx. - Documento Técnico em Português

Ficha técnica de um LED indicador de placa de circuito (CBI) para montagem em superfície (SMT), com chip âmbar AlInGaP, lente difusa branca, invólucro em ângulo reto e especificações elétricas/ópticas detalhadas.
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1. Visão Geral do Produto

O LTLM11KF1H310U é um Indicador de Placa de Circuito (CBI) projetado para processos de montagem de tecnologia de montagem em superfície (SMT). Consiste num invólucro (suporte) de plástico preto em ângulo reto que integra um díodo emissor de luz. Este componente é projetado para aplicações que requerem indicação clara de estado em placas de circuito impresso (PCBs).

1.1 Características Principais

1.2 Aplicações Alvo

Este LED indicador é adequado para uma ampla gama de equipamentos eletrónicos, incluindo:

2. Análise de Parâmetros Técnicos

Todas as especificações são definidas a uma temperatura ambiente (TA) de 25°C, salvo indicação em contrário.

2.1 Especificações Absolutas Máximas

Estas especificações definem os limites além dos quais pode ocorrer dano permanente ao dispositivo. A operação nestas condições não é garantida.

2.2 Características Elétricas e Ópticas

Estes são os parâmetros de desempenho típicos sob condições de teste padrão.

3. Explicação do Sistema de Binning

O produto emprega um sistema de binning para garantir consistência de cor e desempenho.

3.1 Binning de Intensidade Luminosa

A intensidade luminosa (Iv) é classificada em bins, com o código de bin específico impresso na embalagem do produto. Isto permite aos projetistas selecionar LEDs com níveis de brilho consistentes para as suas aplicações, o que é crítico para painéis com múltiplos indicadores onde se deseja uma aparência uniforme.

3.2 Binning de Comprimento de Onda

O comprimento de onda dominante (λd) é especificado com uma faixa de 598 nm a 612 nm. Embora não detalhados explicitamente como bins separados nesta ficha técnica, os valores mín/típ/máx indicam a variação controlada no ponto de cor (matiz) entre lotes de produção. Para aplicações com requisitos de cor rigorosos, recomenda-se consultar o fabricante sobre a disponibilidade de bins específicos.

4. Análise das Curvas de Desempenho

As curvas de desempenho típicas (referenciadas na ficha técnica) ilustram a relação entre parâmetros-chave. Embora os gráficos específicos não sejam reproduzidos aqui, as suas implicações são analisadas.

4.1 Corrente Direta vs. Tensão Direta (Curva I-V)

A curva I-V para um LED de AlInGaP normalmente mostra uma relação exponencial. A tensão direta especificada (VF) de 2.0V típico a 10mA é um parâmetro de projeto chave para calcular o valor do resistor limitador de corrente em série no circuito de acionamento.

4.2 Intensidade Luminosa vs. Corrente Direta

A intensidade luminosa geralmente aumenta linearmente com a corrente direta na faixa de operação normal (até a corrente contínua nominal). Operar acima de 10mA produzirá maior brilho, mas também aumenta a dissipação de potência e a temperatura da junção, o que pode afetar a longevidade e causar desvio de cor.

4.3 Dependência da Temperatura

O desempenho do LED é sensível à temperatura. A intensidade luminosa dos LEDs de AlInGaP normalmente diminui à medida que a temperatura da junção aumenta. A faixa de temperatura de operação especificada de -40°C a +85°C define as condições ambientes sob as quais as especificações publicadas são garantidas.

5. Informações Mecânicas e de Embalagem

5.1 Dimensões de Contorno

O dispositivo apresenta uma configuração de montagem em ângulo reto (90 graus), permitindo que a luz seja emitida paralelamente à superfície da PCB. Isto é ideal para painéis iluminados lateralmente ou indicadores de estado vistos do lado de um invólucro. O material do invólucro é especificado como plástico preto. As tolerâncias dimensionais críticas são de ±0.25mm, salvo indicação em contrário no desenho mecânico detalhado fornecido na ficha técnica.

5.2 Identificação de Polaridade

Como um dispositivo de montagem em superfície, a polaridade é indicada pelo design físico da pegada do componente na fita e na embalagem de carretel e pelo layout de pads correspondente na PCB. Os projetistas devem aderir estritamente ao padrão de land recomendado para garantir a orientação correta durante a montagem automatizada e para evitar polarização reversa.

6. Diretrizes de Soldagem e Montagem

6.1 Condições de Armazenamento

6.2 Perfil de Soldagem por Refluxo

Recomenda-se um perfil de refluxo compatível com JEDEC para garantir juntas de solda confiáveis sem danificar o LED. Os parâmetros-chave do perfil incluem:

Cuidado:Exceder a temperatura de pico ou o tempo na temperatura pode causar deformação da lente de plástico ou falha catastrófica do die do LED.

6.3 Limpeza

Se a limpeza pós-soldagem for necessária, apenas solventes à base de álcool, como álcool isopropílico (IPA), devem ser usados. Limpadores químicos agressivos podem danificar o invólucro de plástico ou a lente.

7. Informações de Embalagem e Pedido

7.1 Especificação de Embalagem

7.2 Número da Peça

O número base da peça éLTLM11KF1H310U. Este código alfanumérico identifica exclusivamente os atributos específicos do produto, incluindo tipo de embalagem, cor, bin de brilho e outros códigos de fabrico.

8. Considerações de Projeto de Aplicação

8.1 Projeto do Circuito de Acionamento

Os LEDs são dispositivos operados por corrente. Para garantir uma saída de luz estável e consistente, eles devem ser acionados por uma fonte de corrente ou, mais comumente, por uma fonte de tensão com um resistor limitador de corrente em série.

Circuito Recomendado:Um método de acionamento simples e eficaz é conectar o LED em série com um resistor a uma fonte de tensão DC (VCC). O valor do resistor (RS) pode ser calculado usando a Lei de Ohm: RS= (VCC- VF) / IF, onde VFé a tensão direta do LED (use 2.0V típico para margem de projeto) e IFé a corrente direta desejada (ex.: 10mA).

Nota Crítica para Conexões em Paralelo:Ao acionar múltiplos LEDs a partir de uma única fonte de tensão, éfortemente recomendadousar um resistor limitador de corrente separado para cada LED. Conectar LEDs diretamente em paralelo sem resistores individuais é desencorajado devido à variação natural na tensão direta (VF) de dispositivo para dispositivo. Esta variação pode causar um desequilíbrio significativo de corrente, onde um LED pode consumir muito mais corrente que outros, levando a brilho não uniforme e potencial sobrecarga e falha do LED com o menor VF.

8.2 Gerenciamento Térmico

Embora a dissipação de potência seja relativamente baixa (72mW máx.), um design térmico adequado prolonga a vida útil do LED e mantém a estabilidade da cor. Certifique-se de que a PCB tenha área de cobre adequada conectada aos pads térmicos do LED (se houver) ou à área geral da placa para atuar como dissipador de calor, especialmente quando operando em correntes mais altas ou em temperaturas ambientes elevadas.

9. Comparação e Diferenciação Técnica

Este LED CBI SMT diferencia-se através de vários atributos-chave:

10. Perguntas Frequentes (FAQ)

10.1 Qual é a finalidade do invólucro preto?

O invólucro preto tem duas funções principais: 1) Aumenta o contraste visual entre o LED iluminado e a área circundante, tornando o indicador mais perceptível. 2) Ajuda a prevenir fuga de luz ou "crosstalk" entre indicadores adjacentes numa PCB densamente povoada.

10.2 Posso acionar este LED a 20mA em vez de 10mA?

Sim, a especificação absoluta máxima de corrente direta contínua é de 30 mA. Operar a 20 mA produzirá maior intensidade luminosa do que a condição de teste de 10mA. No entanto, deve recalcular o valor do resistor em série de acordo, garantir que a dissipação total de potência (VF* IF) não exceda 72mW e considerar o impacto potencial na confiabilidade a longo prazo devido ao aumento da temperatura da junção.

10.3 Por que é necessário o "baking" se a embalagem for aberta por mais de 168 horas?

As embalagens plásticas para montagem em superfície podem absorver humidade da atmosfera. Durante o processo de soldagem por refluxo em alta temperatura, esta humidade retida pode vaporizar-se rapidamente, criando pressão interna que pode delaminar a embalagem, rachar o die ou danificar as ligações de fio - um fenómeno conhecido como "popcorning". O "baking" a 60°C por 48 horas remove com segurança esta humidade absorvida antes do componente ser submetido ao refluxo.

11. Exemplo Prático de Projeto

Cenário:Projetar um indicador "LIGADO" para um dispositivo alimentado por uma linha de 5V. O objetivo é operar o LED na sua corrente típica de 10mA.

  1. Selecionar Componente:Escolher o LTLM11KF1H310U pela sua luz âmbar em ângulo reto.
  2. Calcular Resistor em Série: RS= (VCC- VF) / IF= (5V - 2.0V) / 0.010A = 300 Ohms. O valor padrão E24 mais próximo é 300Ω ou 330Ω. Usar 330Ω resultará numa corrente ligeiramente menor: IF≈ (5V - 2.0V) / 330Ω ≈ 9.1mA, o que é seguro e dentro da especificação.
  3. Verificar Dissipação de Potência:No resistor: PR= IF2* R = (0.0091)2* 330 ≈ 0.027W (um resistor padrão de 1/8W ou 1/10W é suficiente). No LED: PLED= VF* IF≈ 2.0V * 0.0091A ≈ 18.2mW, bem abaixo do máximo de 72mW.
  4. Layout da PCB:Posicionar o componente de acordo com o padrão de land recomendado. Certificar-se de que a polaridade (ânodo/cátodo) corresponde à pegada. Fornecer alguma pequena área de cobre ao redor dos pads para dissipação de calor menor.

12. Princípio de Funcionamento

Este LED opera no princípio da eletroluminescência numa junção p-n de semicondutor. A região ativa é composta por AlInGaP. Quando uma tensão direta que excede o potencial intrínseco da junção é aplicada, elétrons e lacunas são injetados na região ativa a partir das camadas tipo-n e tipo-p, respetivamente. Estes portadores de carga recombinam-se de forma radiante, libertando energia na forma de fotões. A composição específica da liga de AlInGaP determina a energia da banda proibida, que define diretamente o comprimento de onda (cor) da luz emitida - neste caso, âmbar (~605 nm). A luz gerada é então moldada e difundida pela lente de plástico branco integrada para alcançar o ângulo de visão e aparência desejados.

13. Tendências Tecnológicas

O desenvolvimento de LEDs indicadores como este segue tendências mais amplas na optoelectrónica e montagem SMT:

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.