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Ficha Técnica da Série EL303X/304X/306X/308X de Fotocopladores Acionadores de Triac com Detecção de Passagem por Zero, encapsulamento DIP 6 pinos - Tensão 250V-800V - Isolamento 5000Vrms

Ficha técnica completa para a série EL303X, EL304X, EL306X e EL308X de fotocopladores acionadores de triac com detecção de passagem por zero em encapsulamento DIP de 6 pinos. Inclui características, especificações máximas absolutas, parâmetros eletro-ópticos, notas de aplicação e informações de pedido.
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1. Visão Geral do Produto

As séries EL303X, EL304X, EL306X e EL308X são famílias de fotocopladores em encapsulamento DIP (Dual In-line Package) de 6 pinos, projetados especificamente como acionadores de triac com detecção de passagem por zero. Estes dispositivos servem como uma interface crítica entre circuitos de controle lógico de baixa tensão e linhas de alimentação CA de alta tensão, permitindo a comutação segura e eficiente de cargas CA. A função principal é fornecer isolamento galvânico enquanto aciona um triac de potência externo no ponto de passagem por zero da forma de onda de tensão CA, minimizando assim a interferência eletromagnética (EMI) e a corrente de partida.

A série é diferenciada principalmente pela sua capacidade de tensão de bloqueio de pico, variando de 250V para o EL303X a 800V para o EL308X, tornando-a adequada para uma ampla gama de tensões de linha, desde 110VCA até 380VCA. Uma característica fundamental é o circuito integrado de detecção de passagem por zero, que garante que o triac de saída seja acionado apenas quando a tensão da linha CA estiver próxima de zero volts. Este dispositivo é comumente utilizado como componente central em Relés de Estado Sólido (SSRs), controladores de motores e vários controles de eletrodomésticos e industriais.

2. Interpretação Objetiva dos Parâmetros Técnicos

2.1 Especificações Máximas Absolutas

Estas especificações definem os limites de estresse além dos quais pode ocorrer dano permanente ao dispositivo. A operação nestas condições não é garantida.

2.2 Características Eletro-Ópticas

Estes parâmetros definem o desempenho do dispositivo em condições normais de operação a 25°C.

2.2.1 Características de Entrada

2.2.2 Características de Saída

2.3 Características de Transferência

Estes parâmetros definem a relação entre a corrente do LED de entrada e o acionamento do triac de saída.

A corrente de operação recomendada para o LED situa-se entre o IFT máximo para o grau escolhido e o IF máximo absoluto de 60 mA. Operar acima do IFT garante acionamento confiável, mas abaixo de 60 mA garante confiabilidade a longo prazo.

3. Explicação do Sistema de Classificação

A família de produtos utiliza um sistema de classificação claro baseado em dois parâmetros-chave:

  1. Tensão Nominal (Primeiro Dígito após 'EL'):Esta é a classificação primária.
    • EL303X:Tensão de bloqueio de 250V.
    • EL304X:Tensão de bloqueio de 400V.
    • EL306X:Tensão de bloqueio de 600V.
    • EL308X:Tensão de bloqueio de 800V.
  2. Grau de Sensibilidade (Último Dígito do Número da Peça, 'X'):Define a corrente de acionamento do LED necessária.
    • Grau '1':Corrente de acionamento máxima (IFT) = 15 mA. Menos sensível.
    • Grau '2':Corrente de acionamento máxima (IFT) = 10 mA.
    • Grau '3':Corrente de acionamento máxima (IFT) = 5 mA. Mais sensível.

Por exemplo, um EL3062 é um fotocoplador com classificação de 600V e corrente de acionamento máxima de 10 mA.

4. Análise das Curvas de Desempenho

A ficha técnica referencia curvas de desempenho típicas, essenciais para entender o comportamento do dispositivo em condições não padrão (ex.: variações de temperatura). Embora gráficos específicos não sejam detalhados no texto fornecido, curvas típicas para tais dispositivos incluem:

Os projetistas devem consultar os gráficos completos da ficha técnica para aplicar derating apropriado dos parâmetros para sua faixa específica de temperatura de operação.

5. Esquema e Configuração dos Terminais

O esquema interno mostra um LED infravermelho de GaAs opticamente acoplado a um chip de silício contendo o triac fotossensível e o circuito de detecção de passagem por zero.

Configuração dos Terminais (DIP 6 pinos):

  1. Ânodo:Terminal positivo do LED de entrada.
  2. Cátodo:Terminal negativo do LED de entrada.
  3. Sem Conexão (NC):Este terminal não está conectado internamente.
  4. Terminal Principal 2 (MT2):Um dos terminais principais do triac de saída.
  5. Substrato:Conexão interna.Não conectar externamente.
  6. Terminal Principal 1 (MT1):O outro terminal principal do triac de saída. Este é tipicamente o ponto de referência para o sinal de acionamento do gate.

A saída (pinos 4 e 6) é projetada para ser conectada em série com o gate de um triac externo de maior potência que realmente comuta a corrente da carga.

6. Metodologia de Medição: dv/dt Estático

A ficha técnica fornece um circuito de teste detalhado e procedimento para medir a Taxa Crítica de Subida da Tensão em Estado Bloqueado (dv/dt). Este teste é vital para quantificar a imunidade a ruído do dispositivo.

Circuito de Teste:Uma fonte de pulso de alta tensão é conectada à saída do Dispositivo Sob Teste (DUT) através de uma rede RC em série (RTEST, CTEST). O LED está desligado (IF=0).

Procedimento:Aplica-se um pulso com valor de pico (VPEAK) igual à VDRM nominal. A resistência RTEST é variada para alterar a constante de tempo (τ = R*C) da rede RC, o que por sua vez altera a inclinação (dv/dt) da rampa de tensão aplicada ao DUT. A inclinação é aumentada até que o DUT seja acionado falsamente. Em seguida, a inclinação é diminuída até que o acionamento pare. O valor dv/dt neste limiar é calculado como 0,632 * VPEAK / τRC.

Este valor medido deve atender ou exceder a especificação mínima de dv/dt (ex.: 600 V/µs para EL308X).

7. Sugestões de Aplicação

7.1 Cenários de Aplicação Típicos

7.2 Considerações de Projeto

  1. Seleção de Tensão:Escolha uma classificação VDRM com uma margem de segurança acima da tensão de pico da linha CA. Para uma linha de 240VCA (pico ~340V), um EL304X (400V) é o mínimo, mas um EL306X (600V) fornece uma margem melhor para transitórios.
  2. Circuito Acionador do LED:Calcule o resistor em série: R = (Vcc - VF) / I_F_operating. Certifique-se de que I_F_operating está entre o IFT máximo (para o grau escolhido) e 60mA. Uma corrente de operação típica é de 10-20 mA para os graus 1 e 2.
  3. Circuitos Snubber:Embora o fotocoplador em si tenha uma boa classificação dv/dt, o triac de potência externo pode exigir uma rede RC snubber entre seus terminais para suprimir picos de tensão de cargas indutivas, prevenindo acionamento falso ou danos.
  4. Dissipação de Calor:Aderir às curvas de derating de potência. A dissipação de potência de saída (PC) vem principalmente da tensão de estado ligado (VTM) multiplicada pela corrente de gate do triac externo. Certifique-se de que a dissipação total do dispositivo (PTOT) esteja dentro dos limites na temperatura ambiente máxima.

8. Comparação e Diferenciação Técnica

As principais vantagens desta série de fotocopladores acionadores de triac com passagem por zero, comparadas com tipos sem passagem por zero ou opto-triacs básicos, são:

9. Perguntas Frequentes Baseadas em Parâmetros Técnicos

  1. P: Posso usar o EL303X (250V) em uma linha de 120VCA?

    R: Sim. A tensão de pico de 120VCA é ~170V, que está abaixo da classificação de 250V. No entanto, para confiabilidade contra surtos de linha, uma peça com classificação mais alta como o EL304X é frequentemente recomendada.
  2. P: Qual é o propósito do terminal "Substrato (não conectar)"?

    R: Este terminal é uma conexão interna para o chip de silício. Deixá-lo desconectado externamente é crucial. Conectá-lo poderia curto-circuitar circuitos internos e destruir o dispositivo.
  3. P: Como escolho entre os graus de sensibilidade 1, 2 e 3?

    R: O Grau 3 (5mA) permite o uso de um resistor limitador de corrente de valor mais alto ou um CI acionador mais fraco (ex.: de um microcontrolador), economizando energia e reduzindo o estresse no componente acionador. O Grau 1 (15mA) pode ser escolhido se o circuito acionador for robusto e o custo do acionador for menos preocupante, ou para aplicações que exigem maior imunidade a ruído no lado de entrada.
  4. P: A classificação de corrente de saída (IT(RMS)) é de apenas 100mA. Ele pode comutar uma carga de 10A?

    R: Não. Este dispositivo é umacionador. A saída de 100mA é projetada para acionar o gate de um triac ou tiristor de potência externo muito maior (ex.: um TRIAC de 10A ou 40A). O componente externo lida com a corrente total da carga.

10. Caso Prático de Projeto

Cenário:Projetar um relé de estado sólido para comutar um elemento de aquecimento resistivo de 240VCA, 5A a partir de um microcontrolador de 5V.

  1. Seleção do Fotocoplador:Escolha EL3062. Classificação de 600V fornece boa margem sobre o pico de 340V. Grau 2 (IFT 10mA) é um bom equilíbrio entre sensibilidade e capacidade do acionador.
  2. Acionador do LED:Pino do microcontrolador (5V, 20mA máx.) aciona o LED. VF ~1,3V. R = (5V - 1,3V) / 0,015A = ~247 Ohms. Use um resistor de 220 Ohm, resultando em IF ~17mA, bem acima do IFT de 10mA e abaixo do máximo de 60mA.
  3. Triac de Potência Externo:Selecione um triac de 600V, 10A+ (ex.: BTA16-600). Conecte seu Gate ao pino 6 (MT1) do fotocoplador. Conecte o pino 4 (MT2) do fotocoplador em série com um resistor de 100-200 Ohm à linha CA (via carga). Este resistor limita a corrente de gate do triac de potência.
  4. Snubber:Adicione um resistor de 100 Ohm e um capacitor de 0,1µF em série através dos terminais principais (A1/A2) do triac BTA16.
  5. Isolamento:O isolamento de 5000Vrms do fotocoplador separa com segurança o circuito de baixa tensão do microcontrolador da perigosa rede CA.

11. Princípio de Funcionamento

O dispositivo opera com base no princípio do acoplamento óptico. Quando uma corrente flui através do Diodo Emissor de Luz Infravermelha (IR LED) de entrada, ele emite fótons. Estes fótons atravessam uma lacuna de isolamento e atingem um chip de silício fotossensível no lado da saída. Este chip contém um triac ativado por luz e um circuito de detecção de passagem por zero. O circuito de detecção monitora a tensão entre os terminais de saída (MT1-MT2). Somente quando esta tensão estiver abaixo de um certo limiar (tipicamente em torno de 20V, a tensão de inibição VINH)eo LED estiver iluminado, o circuito permitirá que o triac interno seja acionado. Isto garante que a condução comece muito próximo ao ponto onde a onda senoidal CA cruza zero volts. Uma vez acionado, o triac permanece travado ligado enquanto a corrente da carga exceder sua corrente de manutenção (IH), até a próxima passagem por zero da corrente.

12. Informações para Pedido

O número da peça segue o formato: EL30XY(Z)-V

Exemplo: EL3062S-TA-V é um dispositivo de montagem em superfície de 600V, Grau 2, em fita e carretel TA, com aprovação VDE.

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.