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Ficha Técnica do Indicador LED Bi-Color LTLR1DEKVJNNH155T - Suporte em Ângulo Reto - Vermelho/Verde - 20mA - Documento Técnico em Português

Ficha técnica de um indicador LED bi-color (vermelho/verde) de montagem através de furo em suporte preto de ângulo reto. Inclui especificações elétricas/ópticas, classificação, embalagem e diretrizes de montagem.
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Índice

1. Visão Geral do Produto

Este documento detalha as especificações de um Indicador para Placa de Circuito (CBI) bi-color. O dispositivo consiste num invólucro (suporte) preto de plástico em ângulo reto, projetado para acoplar uma lâmpada LED de tamanho T-1. O LED integrado possui duas fontes de chip: uma que emite no espectro vermelho e outra no espectro verde, combinadas com uma lente difusora branca para uma aparência uniforme.

1.1 Características e Vantagens Principais

1.2 Aplicações e Mercados-Alvo

Este indicador é adequado para uma ampla gama de equipamentos eletrónicos que requerem indicação de estado ou sinal. Os principais mercados de aplicação incluem:

2. Parâmetros Técnicos: Interpretação Objetiva e Aprofundada

2.1 Valores Máximos Absolutos

Estes valores definem os limites de stress além dos quais pode ocorrer dano permanente no dispositivo. A operação sob ou nestes limites não é garantida.

2.2 Características Eletro-Ópticas

Estes parâmetros são medidos a TA=25°C e IF=20mA, representando condições típicas de operação.

3. Especificação do Sistema de Classificação (Binning)

Os dispositivos são classificados (binning) com base em parâmetros ópticos chave para garantir consistência dentro de um lote de produção.

3.1 Classificação por Intensidade Luminosa

Unidades: mcd @ IF=20mA. Tolerância nos limites da classificação é de ±15%.

3.2 Classificação por Comprimento de Onda Dominante (Apenas Verde)

Unidades: nm @ IF=20mA. Tolerância nos limites da classificação é de ±1 nm.

4. Análise das Curvas de Desempenho

A ficha técnica referencia curvas de desempenho típicas que representam graficamente as relações entre parâmetros chave. Embora os gráficos específicos não sejam reproduzidos em texto, as suas implicações são analisadas abaixo.

4.1 Corrente Direta vs. Tensão Direta (Curva I-V)

A curva I-V para LEDs AlInGaP mostra tipicamente uma relação exponencial. A VFespecificada a 20mA fornece um ponto de operação chave. Os projetistas devem usar um resistor em série para definir a corrente, pois pequenas alterações na tensão podem causar grandes alterações na corrente devido à característica exponencial do díodo.

4.2 Intensidade Luminosa vs. Corrente Direta

Esta curva é geralmente linear numa gama significativa. Operar na corrente recomendada de 20mA garante brilho e eficiência ótimos. Exceder a corrente DC máxima reduz a vida útil e a eficiência devido ao aumento do calor.

4.3 Intensidade Luminosa vs. Temperatura Ambiente

A saída de luz dos LEDs diminui à medida que a temperatura da junção aumenta. A especificação de derating térmico para a corrente (0,4 mA/°C acima de 50°C) está diretamente relacionada com a gestão deste efeito. Para aplicações em altas temperaturas ambientes, é necessário reduzir a corrente de acionamento ou melhorar a dissipação de calor ao nível da placa para manter o brilho.

4.4 Distribuição Espectral

Os comprimentos de onda de pico e dominante especificados, juntamente com a largura de banda espectral, definem as características de cor. A largura de banda mais estreita do chip verde (11 nm) em comparação com o vermelho (20 nm) indica uma pureza de cor mais elevada para a emissão verde.

5. Informações Mecânicas e de Embalagem

5.1 Dimensões e Notas de Contorno

5.2 Identificação de Polaridade e Formação dos Terminais

O dispositivo tem polaridade padrão de LED (ânodo/cátodo). Durante a formação dos terminais para montagem na placa, as dobras devem ser feitas num ponto a pelo menos 2mm da base da lente/suporte do LED. A base do chassi dos terminais não deve ser usada como fulcro. A formação deve ser feita à temperatura ambiente e antes do processo de soldadura.

5.3 Especificação de Embalagem

6. Diretrizes de Soldadura e Montagem

6.1 Armazenamento e Sensibilidade à Humidade

6.2 Limpeza

Se a limpeza for necessária, use solventes à base de álcool, como álcool isopropílico. Evite produtos químicos agressivos.

6.3 Parâmetros do Processo de Soldadura

Deve ser mantida uma distância mínima de 2mm entre o ponto de soldadura e a base da lente/suporte.

7. Notas de Aplicação e Considerações de Projeto

7.1 Circuitos de Aplicação Típicos

O dispositivo é acionado por um circuito DC simples. Um resistor limitador de corrente (Rsérie) é obrigatório e é calculado usando a Lei de Ohm: Rsérie= (Vfonte- VF) / IF. Use a VFmáxima da ficha técnica (2,4V) para um projeto conservador, garantindo que a corrente não excede o limite. Para uma fonte de 5V e IFalvo de 20mA: Rsérie= (5V - 2,4V) / 0,02A = 130 Ohms. Um resistor padrão de 130 ou 150 Ohm seria adequado. A funcionalidade bi-color requer tipicamente uma configuração de 3 pinos de cátodo comum ou ânodo comum, controlada por dois sinais de acionamento separados.

7.2 Gestão Térmica

Embora a dissipação de potência seja baixa (75mW), a operação contínua a altas temperaturas ambientes (>50°C) requer atenção. Siga a diretriz de derating de corrente. Garanta ventilação adequada e evite colocar o indicador perto de outros componentes geradores de calor no PCB.

7.3 Projeto Óptico

O ângulo de visão de 45 graus e a lente difusora branca proporcionam uma iluminação ampla e uniforme, adequada para indicadores de painel frontal. O suporte preto oferece excelente contraste quando não iluminado. Para melhor visibilidade, considere a altura de montagem em relação à abertura do painel.

8. Comparação e Diferenciação Técnica

Este produto combina várias características que o diferenciam dos LEDs discretos básicos:

9. Perguntas Frequentes (Baseadas em Parâmetros Técnicos)

9.1 Qual é a diferença entre Comprimento de Onda de Pico e Comprimento de Onda Dominante?

O Comprimento de Onda de Pico (λP) é o ponto de máxima potência óptica no espectro de emissão. O Comprimento de Onda Dominante (λd) é derivado das coordenadas de cor e representa o comprimento de onda único da luz espectral pura que seria percebido como a mesma cor pelo olho humano. λdé mais relevante para aplicações de indicação de cor.

9.2 Por que existe uma especificação de derating de corrente acima de 50°C?

A vida útil e a saída de luz do LED degradam-se com o aumento da temperatura da junção. A curva de derating reduz a corrente de acionamento máxima permitida à medida que a temperatura ambiente sobe. Isto limita a dissipação de potência interna (calor) para manter a temperatura da junção dentro dos limites operacionais seguros, garantindo fiabilidade a longo prazo.

9.3 Posso acionar este LED com uma fonte de tensão sem um resistor limitador de corrente?

No.Um LED é um dispositivo acionado por corrente. Conectá-lo diretamente a uma fonte de tensão que exceda a sua tensão direta fará com que uma corrente excessiva flua, potencialmente destruindo-o instantaneamente. É sempre necessário um resistor em série ou um driver de corrente constante.

9.4 O que significa \"A tolerância de cada limite de classificação é de ±15%\"?

Significa que a linha divisória real entre as classificações de intensidade (por exemplo, entre DE e FG) tem uma tolerância de fabrico de ±15%. Um dispositivo medido exatamente em 140 mcd, o limite nominal, poderia ser classificado em qualquer uma das classificações, dependendo da calibração do teste e da variação do lote. Os projetistas devem usar o valor mínimo de uma classificação para cálculos de brilho no pior caso.

10. Estudo de Caso Prático de Projeto e Utilização

Cenário:Projetar um painel de indicadores de estado para um router industrial. O painel requer um indicador compacto e de duas cores (Vermelho/Verde) para \"Alimentação/Atividade\" e \"Falha do Sistema.\"

Implementação:
1. O LTLR1DEKVJNNH155T é selecionado pelo seu suporte de ângulo reto integrado (simplifica a montagem atrás de um painel), capacidade bi-color (economiza espaço) e invólucro preto (proporciona bom contraste).
2. O layout do PCB inclui três furos metalizados que correspondem ao espaçamento dos terminais do dispositivo. A pegada é projetada para que o corpo do suporte fique rente à borda do PCB quando dobrado.
3. Um pino GPIO de um microcontrolador aciona cada cor através de um circuito simples de comutação por transistor. O resistor limitador de corrente é calculado como 150 Ohms para um sistema de 3,3V ( (3,3V - 2,1V) / 0,008A ≈ 150 Ohms, usando 8mA para reduzir a potência e com brilho suficiente).
4. Durante a montagem, os terminais são formados usando uma ferramenta de dobra de precisão, garantindo que a dobra comece a >2mm do suporte. A placa é então soldada por onda, respeitando o tempo máximo de imersão de 5 segundos.
5. A montagem final mostra um indicador limpo e profissional, com estados vermelho e verde brilhantes e distintos, visíveis de um ângulo amplo.

11. Princípio de Funcionamento

Díodos Emissores de Luz (LEDs) são dispositivos semicondutores que emitem luz através de eletroluminescência. Quando uma tensão direta é aplicada através da junção p-n, os eletrões e as lacunas recombinam-se, libertando energia na forma de fotões. A cor da luz emitida é determinada pela energia da banda proibida do material semicondutor. Este dispositivo usa Fosfeto de Alumínio, Índio e Gálio (AlInGaP) para ambos os chips, vermelho e verde, um sistema de material conhecido pela alta eficiência no espectro do vermelho ao amarelo-verde. Os dois chips estão alojados juntos sob uma única lente de epóxi difusora branca que dispersa a luz, criando uma aparência uniforme e alargando o ângulo de visão.

12. Tendências e Contexto Tecnológico

Indicadores LED de montagem através de furo como este permanecem relevantes em aplicações que requerem alta fiabilidade, facilidade de montagem/serviço manual ou montagem mecânica robusta. A tendência geral na tecnologia LED continua em direção a maior eficiência (lúmens por watt), melhor reprodução de cor e miniaturização. Para aplicações de indicadores, a integração é uma tendência chave — combinando múltiplas cores, circuitos integrados de controlo incorporados (como drivers de piscar ou RGB) e embalagens mais inteligentes. Ambientalmente, a mudança para fabrico sem chumbo e em conformidade com a RoHS, como visto neste produto, é agora um padrão global. O uso de embalagem em fita e carretel para componentes através de furo faz a ponte entre os métodos de montagem tradicionais e os processos automatizados modernos.

Terminologia de Especificação LED

Explicação completa dos termos técnicos LED

Desempenho Fotoeletrico

Termo Unidade/Representação Explicação Simples Por Que Importante
Eficácia Luminosa lm/W (lumens por watt) Saída de luz por watt de eletricidade, maior significa mais eficiente energeticamente. Determina diretamente o grau de eficiência energética e custo de eletricidade.
Fluxo Luminoso lm (lumens) Luz total emitida pela fonte, comumente chamada de "brilho". Determina se a luz é brilhante o suficiente.
Ângulo de Visão ° (graus), ex., 120° Ângulo onde a intensidade da luz cai à metade, determina a largura do feixe. Afeta o alcance de iluminação e uniformidade.
CCT (Temperatura de Cor) K (Kelvin), ex., 2700K/6500K Calor/frescor da luz, valores mais baixos amarelados/quentes, mais altos esbranquiçados/frios. Determina a atmosfera de iluminação e cenários adequados.
CRI / Ra Sem unidade, 0–100 Capacidade de reproduzir cores de objetos com precisão, Ra≥80 é bom. Afeta a autenticidade da cor, usado em locais de alta demanda como shoppings, museus.
SDCM Passos da elipse MacAdam, ex., "5 passos" Métrica de consistência de cor, passos menores significam cor mais consistente. Garante cor uniforme em todo o mesmo lote de LEDs.
Comprimento de Onda Dominante nm (nanômetros), ex., 620nm (vermelho) Comprimento de onda correspondente à cor dos LEDs coloridos. Determina a tonalidade de LEDs monocromáticos vermelhos, amarelos, verdes.
Distribuição Espectral Curva comprimento de onda vs intensidade Mostra a distribuição de intensidade nos comprimentos de onda. Afeta a reprodução de cor e qualidade.

Parâmetros Elétricos

Termo Símbolo Explicação Simples Considerações de Design
Tensão Direta Vf Tensão mínima para ligar o LED, como "limiar de partida". A tensão do driver deve ser ≥Vf, tensões somam-se para LEDs em série.
Corrente Direta If Valor de corrente para operação normal do LED. Normalmente acionamento de corrente constante, corrente determina brilho e vida útil.
Corrente de Pulsação Máxima Ifp Corrente de pico tolerável por curtos períodos, usada para dimerização ou flash. A largura do pulso e ciclo de trabalho devem ser rigorosamente controlados para evitar danos.
Tensão Reversa Vr Tensão reversa máxima que o LED pode suportar, além pode causar ruptura. O circuito deve evitar conexão reversa ou picos de tensão.
Resistência Térmica Rth (°C/W) Resistência à transferência de calor do chip para a solda, mais baixo é melhor. Alta resistência térmica requer dissipação de calor mais forte.
Imunidade ESD V (HBM), ex., 1000V Capacidade de suportar descarga eletrostática, mais alta significa menos vulnerável. Medidas antiestáticas necessárias na produção, especialmente para LEDs sensíveis.

Gerenciamento Térmico e Confiabilidade

Termo Métrica Chave Explicação Simples Impacto
Temperatura de Junção Tj (°C) Temperatura operacional real dentro do chip LED. Cada redução de 10°C pode dobrar a vida útil; muito alta causa decaimento da luz, deslocamento de cor.
Depreciação do Lúmen L70 / L80 (horas) Tempo para o brilho cair para 70% ou 80% do inicial. Define diretamente a "vida de serviço" do LED.
Manutenção do Lúmen % (ex., 70%) Porcentagem de brilho retida após o tempo. Indica retenção de brilho ao longo do uso de longo prazo.
Deslocamento de Cor Δu′v′ ou elipse MacAdam Grau de mudança de cor durante o uso. Afeta a consistência da cor nas cenas de iluminação.
Envelhecimento Térmico Degradação do material Deterioração devido a alta temperatura a longo prazo. Pode causar queda de brilho, mudança de cor ou falha de circuito aberto.

Embalagem e Materiais

Termo Tipos Comuns Explicação Simples Características e Aplicações
Tipo de Pacote EMC, PPA, Cerâmica Material da carcaça protegendo o chip, fornecendo interface óptica/térmica. EMC: boa resistência ao calor, baixo custo; Cerâmica: melhor dissipação de calor, vida mais longa.
Estrutura do Chip Frontal, Flip Chip Arranjo dos eletrodos do chip. Flip chip: melhor dissipação de calor, eficácia mais alta, para alta potência.
Revestimento de Fósforo YAG, Silicato, Nitreto Cobre o chip azul, converte alguns para amarelo/vermelho, mistura para branco. Diferentes fósforos afetam eficácia, CCT e CRI.
Lente/Óptica Plana, Microlente, TIR Estrutura óptica na superfície controlando a distribuição da luz. Determina o ângulo de visão e curva de distribuição de luz.

Controle de Qualidade e Classificação

Termo Conteúdo de Binning Explicação Simples Propósito
Bin de Fluxo Luminoso Código ex. 2G, 2H Agrupado por brilho, cada grupo tem valores de lúmen mín/máx. Garante brilho uniforme no mesmo lote.
Bin de Tensão Código ex. 6W, 6X Agrupado por faixa de tensão direta. Facilita o emparelhamento do driver, melhora a eficiência do sistema.
Bin de Cor Elipse MacAdam de 5 passos Agrupado por coordenadas de cor, garantindo faixa estreita. Garante consistência de cor, evita cor irregular dentro do dispositivo.
Bin CCT 2700K, 3000K etc. Agrupado por CCT, cada um tem faixa de coordenadas correspondente. Atende aos diferentes requisitos de CCT da cena.

Testes e Certificação

Termo Padrão/Teste Explicação Simples Significado
LM-80 Teste de manutenção do lúmen Iluminação de longo prazo a temperatura constante, registrando decaimento de brilho. Usado para estimar vida do LED (com TM-21).
TM-21 Padrão de estimativa de vida Estima a vida sob condições reais com base nos dados LM-80. Fornece previsão científica de vida.
IESNA Sociedade de Engenharia de Iluminação Abrange métodos de teste ópticos, elétricos, térmicos. Base de teste reconhecida pela indústria.
RoHS / REACH Certificação ambiental Garante nenhuma substância nociva (chumbo, mercúrio). Requisito de acesso ao mercado internationalmente.
ENERGY STAR / DLC Certificação de eficiência energética Certificação de eficiência energética e desempenho para iluminação. Usado em aquisições governamentais, programas de subsídios, aumenta a competitividade.